Segundo Joana Abrunhosa, assistente social e técnica do CLDS 5G, esta ação enquadra-se no plano de ação do projeto, o qual abrange diferentes áreas de intervenção. “Trabalhamos com quatro eixos. Neste caso, estamos a trabalhar com crianças, jovens e famílias focados no grupo dos seniores”, explicou.
O projeto pretende levar as atividades às diferentes freguesias do concelho, adaptando a intervenção às comunidades locais. Esta atividade já passou por Penude e foi agora acolhida em Lalim. “Normalmente, tentamos levar a mesma atividade a duas ou três freguesias diferentes”, afirmou Joana Abrunhosa.
A técnica destacou ainda a boa recetividade da população local, em particular dos seniores. “Aqui em Lalim, temos um grupo de seniores muito coeso”, referiu, acrescentando que os participantes “acolhem-nos sempre muito bem e demonstram um grande espírito e vontade de participar neste tipo de iniciativas”.
Embora o projeto trabalhe com diferentes faixas etárias, a presença da população sénior tende a ser mais significativa nas atividades realizadas nas freguesias. “Normalmente, nas freguesias, costumamos encontrar mais pessoas idosas”, explicou. Já o trabalho com crianças e jovens é desenvolvido sobretudo durante o período escolar.
População
Maria do Céu Vicente, residente na freguesia de Lalim, participa nas iniciativas promovidas pelo CLDS 5G há cerca de um ano, considerando que estes momentos são importantes para o seu bem-estar e convívio. “Estas atividades são boas para nos permitirem aliviar a mente e deixar de pensar em coisas negativas”, afirmou, destacando a importância de sair de casa e manter-se ocupada.
Conceição Pinheiro, outra participante, considerou que iniciativas como “Mãos que Tecem Sonhos” são importantes para combater o isolamento, sobretudo entre a população mais idosa.
Estes momentos permitem sair da rotina e manter-se ocupada. “Em casa não é possível fazer estas coisas. Aqui, estamos distraídas, o que nos faz bem à cabeça”.
A participante realçou ainda a importância destas atividades como forma de combater a solidão e promover a interação social. “É uma forma de combater a solidão, de interagir com outras pessoas e até criar novos laços”.
Conceição Pinheiro valoriza igualmente o caráter intergeracional da iniciativa, considerando muito positivo poder juntar pessoas de idades diferentes.
Maria Ribeiro esteve também presente e revelou à VTM que esta iniciativa representa uma oportunidade importante para aprender, conviver e sair da rotina. “Isto é muito bom, porque aprendemos coisas que não sabíamos. Estamos distraídas e falamos umas com as outras”.


