Os incêndios que deflagraram nas aldeias de Nogueira e Ardãos, no concelho de Boticas, queimaram cerca de 3.000 hectares de mato e pinhal, segundo a Lusa. As chamas afetaram ainda áreas de pasto e apiários.
O presidente da Câmara de Boticas, Guilherme Pires, descreveu os últimos dias como um período de grande sobressalto para todo o concelho. “É como se fosse um tsunami que passou ali pelas nossas aldeias, pela nossa freguesia, um tsunami neste caso de fogo” declarou à Lusa.
Guilherme Pires adiantou que serão realizadas avaliações dos estragos provocado. O levantamento dos prejuízos será posteriormente remetido ao Governo, com o objetivo de permitir uma análise de eventuais apoios às pessoas afetadas.
Também em Torre de Moncorvo, o incêndio terá consumido mais de 2.000 hectares, de acordo com uma estimativa dada pelo presidente da Câmara Municipal, José Meneses.
O fogo provocou prejuízos agrícolas significativos, tendo sido as localidades de Lousa e Cabeça Boa apontadas como as zonas mais afetadas no concelho. “Estamos a fazer um levantamento dos prejuízos agrícolas e de aglomerados de sobreiros nas localidades de Lousa e Cabeça Boa, que são as mais afetadas no concelho de Torre de Moncorvo”, afirmou José Meneses à Lusa.
Todos os dados estão a ser avaliados por equipas técnicas, sendo os elementos recolhidos posteriormente enviados às entidades competentes. O objetivo é garantir que os proprietários afetados possam ter acesso a eventuais apoios destinados a compensar os prejuízos provocados pelo incêndio.



