Para chegar a esse objetivo, uma das apostas tem sido procurar implementar projetos como o Laboratório de Educação Digital, que inclui uma série de equipamentos inovadores nesta área. “Chegaram recentemente e temos já uma equipa de alunos e professores a montar o laboratório. Já se começou a fazer algum trabalho nesse laboratório, mas a ideia é, em setembro, arrancarmos em grande”, explica o diretor do Agrupamento, Paulo Pimenta.
É um espaço que “está ao dispor dos alunos e dos professores”, dotado de equipamentos de áudio, de vídeo, impressoras 3D e vários softwares educativos, e que vai permitir “adquirir novas competências e conhecimentos”.
O laboratório pode ser utilizado no âmbito das todas as disciplinas, “se os professores entenderem que é uma mais-valia terem ali sessões, podem trabalhar lá uma, duas ou três aulas”.
“É uma ferramenta que está ao dispor de toda a comunidade educativa, sempre que pretenderem”, destacou.
Ao nível da oferta formativa, o Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar vai disponibilizar no ano letivo 2025/26 um CEF tipo II de restaurante-bar (9.º ano) e, ao nível de ensino profissional, o curso de manutenção industrial – variante mecatrónica, o curso de cozinha e pastelaria, o de técnico auxiliar de saúde e o de bombeiro, que foi um dos pioneiros no país. Tratou-se de uma novidade no ano passado e arrancou com 11 alunos, sendo o único na região Norte e dos poucos no país. “O curso tem uma vantagem muito grande ao nível da empregabilidade, é um curso que abre várias portas, não só para trabalhar como bombeiro, mas também no âmbito da proteção civil e do INEM”, explica Paulo Pimenta. Este curso de bombeiro recebe alunos também de outros concelhos e é financiado, tendo os alunos direito a subsídio de transporte, subsídio de alimentação, subsídio de fardamento e todo material didático. “Por isso, se quiserem vir para a Vila Pouca de Aguiar, naturalmente serão bem-vindos e nós acolhemos bem”, acrescenta.
Esta oferta formativa foi definida “em articulação com os alunos”, após “ações de capacitação e de orientação vocacional junto dos alunos” e o plano resulta “do que eles pedem”.
No ensino secundário regular, as opções continuam a ser línguas e humanidades, e ciências e tecnologias.
A escola conta com 1200 alunos, tendo registado um ligeiro aumento, nomeadamente de alunos internacionais, que são já quase uma centena, de mais de 10 nacionalidades, desde a Venezuela à Síria, Suíça a Luxemburgo, entre outros. Visto que o agrupamento notou que alguns “têm uma certa dificuldade com a língua portuguesa e isso requer um trabalho adicional”, no ano letivo que está a terminar, um docente passou a trabalhar o português como idioma não-materno no primeiro ciclo, e em 2025/26 pretende-se que o projeto seja alargado ao segundo e terceiro ciclos.
TECNOLOGIA
A ideia de tornar o agrupamento num estabelecimento de ensino de vanguarda passa também pela instalação, na escola secundária, de um Centro Tecnológico Especializado (CTE) na área industrial. Nos próximos meses, o centro será criado num pavilhão exclusivo que será apetrechado com equipamentos e recursos para as diferentes formações.
“Sem dúvida, que é uma mais-valia para os nossos cursos, porque nós vamos ter material de primeira qualidade, de topo, desde laboratórios, equipamentos de robótica para os cursos de mecatrónica, ou software específico para os diversos cursos. Também na cozinha, pese embora esteja muito bem equipada, vamos fazer um ‘upgrade, com aquisição de máquinas, utensílios, ferramentas para o curso de cozinha. O mesmo acontece também com o curso de saúde´, em que vamos adquirir equipamento de formação de última geração”.
O CTE é um investimento de 1,6 milhões de euros que está em concurso público, tudo aponta que o próximo ano letivo será iniciado com as salas equipadas.



