Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

J. Teixeira confirmou adaptação ao BRC

No sábado, disputou-se a segunda prova a contar para o Campeonato Nacional de Montanha, a Rampa de Figueiró dos Vinhos, prova que contou com vinte e cinco concorrentes, número inferior à primeira, realizada na Serra da Estrela, mas a emoção não faltou, da primeira à última subida, no seu traçado sinuoso. Desde a primeira subida […]

No sábado, disputou-se a segunda prova a contar para o Campeonato Nacional de Montanha, a Rampa de Figueiró dos Vinhos, prova que contou com vinte e cinco concorrentes, número inferior à primeira, realizada na Serra da Estrela, mas a emoção não faltou, da primeira à última subida, no seu traçado sinuoso.

Desde a primeira subida de treinos, os pilotos procuraram obter bons tempos que lhes permitissem ganhar ritmo, para atacar as subidas de prova.

Embora os treinos só sirvam para conhecimento da pista e verificar afinações, na primeira subida, J. Teixeira obteve o 3.º lugar da Geral, com 2.43.586, tendo, na segunda subida, baixado o tempo para 2.42, mas perdendo dois lugares, na classificação.

Na primeira subida de prova, o piloto de Murça fez uma má opção, na escolha de pneus e de pressões e o seu tempo piorou mais de dois segundos, tendo caído para a sétima posição.

Na segunda subida, a equipa da Dourocar alterou os alinhamentos e a escolha da pressão de pneus e J. Teixeira pôde arriscar mais, tendo baixado o seu tempo para 2.38.722, o que o colocava na 3.ª posição da Categoria e no 4.º lugar da Geral.

Na última subida, tentou manter o mesmo ritmo, de modo a gerir a subida que lhe permitia garantir o 3.º lugar da Categoria 2 e ser o 4.º classificado da Geral, o que era importante para a contabilidade de pontos para o Campeonato que lhe permitia ascender na classificação, quer da Categoria quer da Geral do Campeonato de Montanha.

Realizada a segunda prova, J. Teixeira continua a sua adaptação ao BRC, mas já demonstra um bom andamento e, a cada prova que passa, terão de contar com ele, na luta pelos lugares da frente, como ficou demonstrado, nesta prova.

Sobre as próximas participações, o piloto de Murça disse- -nos: “A próxima rampa é em Bragança e, embora não seja favorável ao BRC, porque é muito rápida e com pouca inclinação, por outro lado, para mim, não é uma rampa de muito boas recordações, mas, mesmo assim, espero, com a adaptação que estou a ter, vir a poder lutar mais de igual para igual pelos primeiros lugares da Categoria e da Geral. Em Murça, como estou a jogar em casa e como, nessa altura, já terei feito mais uma prova de adaptação, poderão contar comigo, para lutar por um dos lugares da frente, mesmo na Geral, embora saiba que este campeonato está a ser muito competitivo, como o prova o facto de os primeiros serem sempre uma incógnita, tendo já três pilotos realizado, em algumas subidas, o melhor tempo. Este ano, além dos crónicos candidatos à vitória, teremos de contar com outros pilotos, o que torna o campeonato mais interessante, para nós e para o público que assiste às provas”.

 

Nuno Guimarães prossegue adaptação

Nuno Guimarães continua a sua adaptação ao novo Mazda MX 5, com que está a participar no Nacional de Montanha e que foi estreado na Rampa da Serra da Estrela.

Logo na primeira subida de treinos, Nuno Guimarães seria o autor do 19.º tempo, com 3.25,753, ainda numa fase de acerto do carro, de acordo com as características muito próprias desta rampa. Na subida seguinte, conseguiria melhorar. um pouco mais, fazendo 3.10.725, embora, nesta fase. um colector de escape começasse a causar-lhe alguns problemas, mas que, rapidamente, foram solucionados, pela equipa de assistência da Dourocar.

Nas três subidas “já a “valer”, logo na primeira, o Mazda viria a fazer 3.07.656, para continuar a melhorar, na subida seguinte, com 3.06.438. Na última subida, Nuno Guimarães faria o seu melhor tempo com 3.04.370, numa fase em que quer o carro quer o piloto estavam cada vez mais adaptados à rampa. Com estes tempos, Nuno Guimarães viria a terminar em 20.º lugar da Geral e 7.º da Categoria 1.

No final, quando a equipa da Dourocar colocava o Mazda MX 5 dentro do camião, o piloto da Régua falou-nos um pouco da forma como decorreu esta jornada, começando logo por nos dizer:

“Diverti-me imenso, nesta segunda prova do Nacional de Montanha, ao volante do Mazda MX 5. Já abusei mais um bocado, isto é, já andei mais depressa, já comecei a sentir um pouco mais os limites do carro, não houve percalços de maior, somente um pequeno problema no colector de escape que foi, prontamente, resolvido, pela assistência. Para as próximas provas, espero continuar a evoluir e poder lutar pelos lugares da frente, pois são estes os meus objectivos. “

Nuno Guimarães estará de novo em pista na Rampa de Bragança, a ter lugar em finais de Julho.

 

António Nogueira não teve prova de feição

António Nogueira não teve, no passado fim-de-semana, uma prova de feição, ao volante do seu Porsche 911 GT 2, devido a uma série de percalços que sofreu, ao longo das subidas.

De referir que estava previsto que António Nogueira participasse com o seu Ford Escort, só que tal não foi possível, pois o motor ainda não está pronto. Assim, este carro só irá aparecer no Circuito da Boavista.

Reduzido a um carro só, António Nogueira tinha como objectivo vencer a Categoria 1, para além da Geral, só que as coisas não correram como estava à espera, pois que problemas na caixa de velocidades do seu Porsche 911 GT 2 acabaram por impedir que o piloto transmontano pudesse vencer.

Assim, na primeira subida de treinos, António Nogueira foi o autor do segundo melhor tempo, com 2.42.667, para, na subida seguinte, conseguir melhorar, com 2.36.475.

Já nas subidas de prova, faria, logo a abrir, 2.35.193, o que correspondeu ao terceiro melhor tempo, para, nas duas subidas seguintes, conseguir obter 2.36.109 e 2.36.065.

No final da prova, um pouco desapontado, contou-nos o que se passou:

“Isto, hoje, correu mal, ou por outras palavras, não correu como eu quis. Queria lutar pela vitória e não consegui”.

Mas, para acontecer isto, houve uma razão lógica, como nos indicou “Cada vez que subia, a caixa de velocidades estava a dar problemas, pois as mudanças saltavam e isso dificultava, em muito, a minha actuação. Chegou a provocar–me alguns sustos, entre os quais um pião que dei na segunda subida, onde tive a sorte de não bater em nada e pude prosseguir a subida, mas já atrasado e a perder algum tempo precioso.Com as mudanças a saltar, andei diversas vezes em roda livre, o que era um perigo e um susto. Fiz tudo o que era possível, para lutar pelo primeiro lugar, aliás cheguei numa das subidas a fazer uma curva em duas rodas, quase que capotava, mas, graças a Deus, nada disso aconteceu. Assim, acabei por ganhar a Categoria 1 e fiquei em terceiro lugar, na Geral“.

Categoria 1

1º António Nogueira – Porsche 911 GT 2

2º José Pedro Gomes – Ford Escort

3º Manuel Ferreira da Silva – Ford Escort Cosworth

António Nogueira vai estar de novo em pista, com o Porsche 911 GT 2, no Circuito da Boavista, no fim-de-semana de 6 a 8 de Julho.

-PUB-

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