O reitor da UTAD, Jorge Ventura, afirmou que este protocolo representa um “passo muito importante e determinante para o Mestrado Integrado em Medicina”, destacando a importância da colaboração com a ULSTMAD como parceiro essencial para o funcionamento do curso.
O documento, que foi assinado hoje, estabelece as competências das duas instituições e abrange todo o funcionamento do curso. Sara Mota, presidente do conselho de Administração da ULSTMAD, sublinhou que este protocolo é o resultado de um trabalho contínuo entre as entidades: “Hoje foi o culminar de um trabalho que tem sido feito até agora”.
Em novembro passado, a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) anunciou a aprovação condicional do curso de Medicina, válida por dois anos. Carla Amaral, vice-reitora para a Educação e Qualidade da UTAD, mencionou que foram impostas oito condições à universidade, das quais duas já foram cumpridas com a assinatura do protocolo.
Carla Amaral expressou satisfação pelo progresso feito: “Tínhamos dois anos para mostrar a evidência de que elas estavam cumpridas e nós estamos a fazê-lo ainda antes de o curso começar”. Ela também destacou o envolvimento dos líderes clínicos no planeamento educativo.
O médico Pinto de Sousa foi nomeado diretor do novo curso e comentou sobre os desafios que enfrenta: “É um desafio, mas é estimulante”. Ele enfatizou que o curso permitirá uma maior proximidade dos estudantes com a população local e um envolvimento precoce na prática clínica.
Com um número reduzido de alunos, será possível manter um melhor rácio aluno-docente. Pinto de Sousa revelou que cada aluno terá tutores ao longo dos seis anos do curso, uma abordagem inovadora no ensino da medicina.
Para iniciar o curso, tanto a UTAD como a ULS tiveram que encontrar financiamento próprio antes da assinatura do contrato-programa com o Governo. Carla Amaral informou que o investimento direto da UTAD ultrapassa os dois milhões de euros, enquanto a ULSTMAD investiu cerca de um milhão de euros.





