Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2022
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Mercado de Natal promove artesanato e produção local

A valorização dos produtos endógenos é um dos principais objetivos do Mercado de Natal de Lamego.

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Os vários artesãos e produtores locais trazem a expectativa de levar o seu produto até às casas dos visitantes que queiram levar um pouco da região na bagagem.

Luísa Santos, uma das comerciantes presentes, produz cestos e outros produtos à base de fio de algodão, resultado de excedentes de tecidos.

“O mais importante para mim é saber que isto vai para casa de alguém”

Luísa Santos, Comerciante

Trabalhava na área do turismo quando a pandemia surgiu, ficou sem trabalho e começou a fazer cestaria em algodão e produtos de lã.

Este ano decidiu participar no Mercado de Natal de forma a promover os seus artigos, numa primeira exposição dos seus produtos “ao vivo e a cores”.

Após um primeiro dia de montagem, o objetivo principal é “enaltecer os produtos”, enquanto os vai produzindo “em direto” e colocando na sua montra para venda. Luísa Santos não esconde o entusiasmo com a iniciativa. “Estou muito feliz por estar aqui”.

 

“Eu não venho para aqui para ganhar a vida, quero é mostrar os meus artigos”
Manuel António, Comerciante

O medo da pandemia leva a comerciante a acreditar que a adesão será abaixo da “normalidade”, mas espera que o espírito natalício conduza as pessoas até à sua montra. “O mais importante é saber que isto vai para casa de alguém, e que um pedaço de mim estará no espaço das pessoas”, conclui.

Outra expositora, Lucinda Melo, levou produtos feitos à mão pela própria, como carteiras e peças decorativas, inspirando-se nos pedidos de pessoas próximas que lhe vão dando sugestões.

Com uma loja física na cidade, decidiu estar presente na iniciativa de forma a levar a sua arte a quem ainda não a conhece. “Estes eventos ajudam a trazer mais gente e a promover o comércio local”.

Manuel António também carregou as suas antiguidades até ao Mercado de Natal. Natural de Lamego, está presente pela primeira vez num evento de cariz local, na exposição dos seus artigos.

“As pessoas têm medo de gastar dinheiro atualmente”
Lucinda Melo, Comerciante

Com várias peças com anos de história, tem uma coleção de artigos encontrados em várias partes do país, como máquinas de costura ou livros de banda desenhada. “Quando as pessoas andam a fazer mudanças dão-me muitas peças que iriam deitar fora e eu aproveito tudo”, afirma o artesão, que restaura artigos.

Com uma grande adesão e curiosidade por parte das pessoas, refere que o mais importante é a exposição dos artigos e não vai pelo dinheiro.

Recorda, sorridente, um episódio recente em que vendeu uma das suas peças, com o pagamento realizado com uma nota de escudos. “Um senhor comprou-me uma peça com uma nota de 20 escudos. Eu aceitei a nota de escudos e ele levou a peça de graça, pois eu quis ficar com a nota”, conclui.

Numa iniciativa que termina hoje, o mercado localiza-se na Avenida Dr. Alfredo de Sousa, num espaço localizado ao ar livre e de acesso gratuito.

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