Início de jogo com uma toada de parada e resposta, bons lances de futebol, mas poucas oportunidades. O primeiro remate digno de tal nome apenas surgiu aos 22’ através de Chiquinho, que Luís encaixou bem. Aos 24’, Berta Tavares mostrou que não estava ali para brincadeiras e num lance mais “duro” não deixou de admoestar André Veras. Aos 25’, Ferraz, de livre, coloca o esférico na área com João Nuno a rematar ao lado. Aos 29’, bola na área barrosã, com João Nuno, de calcanhar, a obrigar Vieira a defesa atenta. Sinal mais da turma de João Valente. Aos 32’, Zacharias tem uma perdida incrível na cara de Luís. Aos 37’, o Régua fica reduzido a dez unidades, Diogo vê a segunda cartolina amarela. Com um guarda-redes que não oferecia grande segurança e com menos uma unidade, a vida dos reguenses não estava a ser fácil. Mas tudo se alteraria aos 43’, Márcio dribla um adversário, cruza para o coração da área onde parece com João Nuno (grande jogador) a fazer um golo de belo efeito. Pouco depois chega o merecido descanso, com os reguenses a vencer, e bem, pela margem mínima.
No segundo tempo e com a entrada de Fortunato para o lugar de Leonel Costa, o Montalegre entrou com outra postura, mostrando-se mais empreendedor e incisivo. O empate acabou por chegar com relativa facilidade. Há um remate para a área e Zacharias, em toque subtil, a igualar a contenda. As intenções dos homens de José Manuel Viage acabavam por dar resultado. O Régua respondeu por intermédio de Márcio, numa bela jogada individual, no entanto, o remate não saiu enquadrado com a baliza. No lance seguinte, de livre, André Veras obriga Luís a boa defesa. Aos 60’, grande penalidade a castigar o derrube de Daniel Valente a Gabi dentro da área. De pronto, Berta Tavares a apontar para o castigo máximo, que Nuno Abreu concretizou. João Valente, técnico reguense, mexeu no seu xadrez, mas sem resultados práticos, já que volvidos 5 minutos, Badará aproveita uma falha de marcação para se isolar e perante Luís a não sentir dificuldades para dilatar a vantagem. A partir daqui veio ao de cima a maior capacidade física dos barrosões, que poderiam ter marcado novamente aos 85’, mas Luís correspondeu bem ao forte remate de Gabi. Mesmo assim, os reguenses não esmoreceram e acreditavam que era possível dar a volta ao contexto. Aos 89’ surge um cruzamento para a área, com António a enviar o esférico à trave. No tempo de compensação, Patrick obrigou Vieira a defesa apertada, quando o golo parecia certo. Aos 93’, Bruno Madeira teve tudo para fazer golo mas não soube aproveitar, com a baliza toda a aberta.
Uma palavra de apreço para os reguenses, pela sua postura competitiva ao longo de todo o encontro. A partir da expulsão de Diogo, tudo ficou mais facilitado para os barrosões, que assim levaram a Taça novamente para Montalegre.
Ficha Técnica
Jogo no Complexo Desportivo do Monte da Forca.
Árbitro: Berta Tavares.
Auxiliares: Bruno Trindade e Sérgio Jesus.
4.º Árbitro: Iancu Vasilica.
MONTALEGRE: Vieira; Leonel Costa (Fortunato, 46’), Jorge Fidalgo (Bruno Madeira, 78’), Leonel Fernandes e Nuno Abreu; Chiquinho, André Veras (Carvalho, 75’) e Rendeiro; Zacharias, Gabi e Badará.
Suplentes não utilizados: Vasques, Rafa, Marco Rua e Tiago.
Treinador: José Manuel Viage.
Capitão: Chiquinho.
RÉGUA: Luís; João Pinto, Daniel Valente (André Silva, 75’), Patrick e Roque; Zé Pedro (António, 75’), Ferraz (Vítor Valente, 61’) e Nando; Márcio, João Nuno e Diogo.
Suplentes não utilizados: Francisco, Jerónimo, Cristiano e Miguel Rodrigues.
Treinador: João Valente.
Capitão: Patrick.
Ao intervalo: 0-1.
Cartões amarelos: Leonel Costa (16’), Diogo (19’ e 37’), André Veras (24’), Roque (48’), Daniel Valente (60’), Patrick (68’), Jorge Fidalgo (71’), Leonel Fernandes (83’), Carvalho (88’) e André Silva (92’).
Cartão vermelho: Diogo (37’).
Marcadores: João Nuno (43’), Zacharias (46’), Nuno Abreu (60’ g.p.) e Badará (65’).



