Quinta-feira, 30 de Junho de 2022

Município homenageou Desportivo de Chaves pela subida à I Liga

Após uma noite longa de festa, o plantel e a equipa técnica do Grupo Desportivo de Chaves foram recebidos na Câmara Municipal para uma homenagem ao feito ontem alcançado

“É de Chaves, é de Chaves sim senhor”. Foi desta forma que Nuno Vaz iniciou o discurso de homenagem ao clube da cidade, ao final desta manhã, no Salão Nobre da Câmara Municipal, após uma chegada “em grande” dos Valentes Transmontanos, que vieram à boleia de uma viatura histórica dos Bombeiros Voluntários Flavienses até à Praça de Camões.

“Estamos hoje aqui para receber aquilo que foi uma festa saborosíssima. Permitam-me que cumprimente, de forma efusiva, calorosa e próxima, o treinador Vítor Campelos e, na sua pessoa, cumprimentar todos aqueles que construíram esta vitória. São, naturalmente, em primeira linha, os jogadores, todos os jogadores. Souberam ser verdadeiramente equipa”, frisou o autarca.

“Ontem fizeram a alma flaviense, aquilo que é o orgulho de um concelho e de uma cidade. Deixaram-nos muito orgulhosos. Queria destacar esses momentos mágicos, de quase euforia que, no final do jogo, em Moreira de Cónegos, podemos viver. Obrigado por nos terem propiciado esses momentos, por terem ajudado a que esta alma pudesse, ontem, ter tido essa tradução”.

Para Francisco José Carvalho, presidente da SAD do GD Chaves, “é um orgulho sermos recebidos na casa que representa todos os flavienses. A caminhada para chegarmos aqui não foi fácil. Foi uma luta até ao último segundo, mas conseguimos. Há heróis que tenho de destacar: os jogadores, os treinadores e todo o ‘staff’. Estiveram sempre unidos, acreditaram até ao fim e foram autênticos Valentes Transmontanos”, destacou.

“Espero que este nosso regresso seja uma alavanca para a economia local, sobretudo para a restauração, hotelaria e turismo da nossa cidade, tão castigados nos últimos tempos”, reiterou.

Em representação do plantel de jogadores, o capitão da equipa, Luís Rocha, agradeceu o convite da autarquia. “Se estamos aqui é porque fizemos as coisas bem feitas. Foi uma época muito difícil. Os meus companheiros sabem por aquilo que passámos, as críticas que recebemos, mas foi tudo isso que nos fortaleceu. Representamos aquilo que é a raça transmontana”, frisou.

Vítor Campelos, treinador do Desportivo de Chaves, encerrou a homenagem com um balanço. “É certo que durante esta época tivemos momentos mais delicados e foi quando nos unimos mais. Tenho a certeza que os jogadores entenderam que, muitas das vezes, temos de fazer uma introspeção e perceber que o problema não está nos outros mas, sim, em nós próprios”.

A partir do momento “em que começaram a acreditar mais neles e nos colegas, as coisas começaram a correr melhor. O futebol é muito mais que o 4x4x2 ou o 4x3x3. Nas últimas semanas senti um peso muito grande em cima de mim pela responsabilidade de representar os jogadores, o clube, a cidade e uma região”.

“Esta foi uma época de Valentes Transmontanos. Os jogadores foram inexcedíveis no trabalho diário. Merecem ser reconhecidos por isso. Tenho a certeza, também, que esta subida do Chave à I Liga, em termos de hotelaria, restauração e turismo, vai trazer muito mais gente para cá. Será muito bom para o comércio”.

PRÓXIMA ÉPOCA

De acordo com o presidente da SAD, “faz todo o sentido a renovação do Vítor (Campelos). Agora, vamos festejar e, a partir de amanhã, vamos começar a falar com os jogadores, treinadores, e ‘staff’ para preparar a nova época desportiva”, avançou Francisco José Carvalho.

Vítor Campelos, por sua vez, não adiantou se irá, ou não, permanecer como técnico do clube flaviense. “É tempo de descansar, de recarregar baterias. Foram semanas muito difíceis. Agora quero é descansar e depois teremos oportunidade de falar”, frisou, sem mais adiantar.

A subida de ontem ao principal escalão do futebol nacional é a quarta na história do Grupo Desportivo de Chaves. A primeira aconteceu em 1984/1985, a segunda na época de 1993/1994 e, a última, em 2015/2016.

-PUB-

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

Mais lidas

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.