Sexta-feira, 30 de Setembro de 2022

Número de alunos a estudar mirandês aumenta 

A maior parte dos alunos que frequentarão no próximo ano letivo o Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, escolheu a disciplina de Língua e Cultura Mirandesa, disse à Lusa o diretor do agrupamento.

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“Neste ano letivo de 2022/2023, num universo de 575 alunos que frequentarão este agrupamento de escolas, 79% optaram pela disciplina de Língua e Cultura Mirandesa, o que significa um aumento considerável em relação a anos anteriores”, afirmou António Santos.

Para o responsável, a língua mirandesa “é um fator identitário importantíssimo ao nível da região do Nordeste Transmontano e que não se pode perder”.

“Para nós, é um motivo de orgulho porque os alunos poderiam não optar pela disciplina de Língua e Cultura Mirandesa e ocupar os seus tempos livres de outra forma, mas preferem estudar esta língua com o apoio dos pais e encarregados de educação”, disse o responsável escolar.

No seu entender, “sem dúvida que voltou a ‘proua’ (vaidade) e a vontade em aprender mirandês desde tenra idade”.

“Para além disto, este ano estamos a preparar em conjunto com benfeitores e organismos a atribuição de alguns prémios destinados aos alunos finalistas, que acabam o 12.º ano de escolaridade, como um incentivo para a inscrição nesta disciplina”, indicou o também professor.

Quanto ao recrutamento de professores de Língua e Cultura Mirandesa, que são dois, “este ano letivo também há novidades, já que não é necessária uma autorização especial para fazer a sua contração, como acontecia até aqui”.

De acordo com os responsáveis escolares, o ensino do mirandês está “consolidado” nas escolas de Miranda do Douro como disciplina opcional, que começou a ser lecionada no ano letivo de 1986/87.

Desde o ano letivo 2009/2010 que o ensino do mirandês é feito de forma contínua, desde o pré-escolar até ao secundário.

Apesar do reconhecimento oficial, feito com a publicação de legislação que ficou conhecida como a Lei do Mirandês, aprovada em novembro de 1998 e promulgada em janeiro de 1999, a língua continua “a não ter um enquadramento institucional adequado”, apontam os linguistas que se dedicam ao seu estudo.

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