O que é que a motivou a ser candidata a Presidente da República?
Sinto que há um certo abandono das questões fundamentais para a população portuguesa. As instituições estão muito povoadas de selvageria e de gritos e as pessoas estão a viver um momento muito delicado das suas vidas. À crise da habitação junta-se uma fatura de supermercado que as pessoas não podem pagar, o medo do hospital estar fechado, as escolas que precisam de mais meios e não os têm. As pessoas sentem essa instabilidade e não sentem que a política fala disso e olhe para esta realidade. Acho que o papel de um Presidente da República, que é um papel de magistratura de influência, de garantir que as instituições funcionem, é neste momento fundamental para dizer que é preciso olhar para os problemas reais do país e ter a coragem de novas soluções, que sejam mesmo sobre a vida das pessoas. Senti que as candidaturas que estavam a posicionar-se não traziam essa capacidade.
O interior do país debate-se com o despovoamento do território. Que medidas defende para inverter esta tendência?
Se dissermos às pessoas que de um dia para o outro invertemos a situação é mentira. Precisamos de um programa ambicioso e coerente, para que haja povoamento e isso consegue-se de duas formas. Por um lado, valorizando determinados setores da economia, que são fundamentais para o território, e estou a pensar na questão florestal e na agricultura de proximidade, mas também estou a falar de serviços públicos.
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