Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2021
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O “Hotel do Parque”, a grua… e Arroios

 Como sabem o “hotel do parque” foi adquirido, há mais de meio ano, por um empresário de Bragança através de um leilão judicial por um valor a rondar os dois milhões de €uros, acrescido, pelo menos, do Imposto municipal de transações e do registo do bem na Conservatória.

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Pela experiência que tenho, ninguém faz um negócio desta envergadura, sem falar com a autarquia, pois tem que ter noção e garantia do que pode construir. O Sr. Presidente de Câmara na entrevista que deu há mais de 4 meses a um jornal local, referiu que tinha resolvido um problema com mais de 30 anos, como se sabe não resolveu coisa nenhuma, mas naquilo em que podia “ajudar”, penso que pouco ou nada fez, segundo informações recolhidas, para modificar o tipo de construção, isto é passar de um equipamento hoteleiro, para apartamentos será necessário alterar o Plano Diretor Municipal (PDM) e apesar de este já estar em processo de revisão, demorará pelo menos, a correr bem, um ano a ser aprovado. Sr. Presidente, quando é que os munícipes verão o “hotel do parque” a “mexer”?…Porquê aparentemente, tanta falta de operacionalidade?… Será ainda neste mandato?… Ou teremos outra força política a concluir o processo?…

   No dia 12 de abril, mais de 135 dias depois (26/11/18), o Sr. Presidente deu uma conferência de imprensa sobre a “Grua do Campo do Calvário”, apesar de na minha opinião, o fazer tardiamente, (notificou a empresa em 31/1 e esta respondeu a 15/2 a declinar a responsabilidade) queixou-se e bem (mal na forma) do atraso injustificável do relatório de peritagem da companhia de seguros, pelo que já tinha lido e do que ouvi, o assunto será resolvido em tribunal. Contudo Sr. presidente há três reparos que gostaria de lhe fazer: o primeiro consiste em recordar-lhe que o orçamento que apresentou, 281 477€  tem um valor ligeiramente superior a 50% do total da obra realizada “campo do calvário e rua cidade de espinho”… o segundo, relembro-o também que se fizer a obra pelo preço mencionado, não terá problemas de maior pois, apesar do valor orçamentado ser cerca de 0,6% do seu orçamento, também não lhe vai fazer muita falta pois a sua taxa de execução tem sido sempre inferior a 85% do orçamento inicial… o terceiro, diz mais respeito a V. exa., pois queixa-se e bem que a seguradora, quatro meses e meio depois, ainda não concluiu o relatório de peritagem e o Sr. Presidente, 50 dias depois de lhe ser pedido, ainda não conseguiu mandar tirar três ou quatro fotocópias do relatório de execução do contrato programa do popó, para o entregar a quem lho solicitou, não acha também, que o seu atraso é injustificável? Temos de ser coerentes Sr. Presidente…

   Na freguesia de Arroios onde o slogan do ex-PSD, agora “independente” do PS foi “mais e melhor”, resta saber o quê, pois o que observei junto à capela da Santa Eufémia, foi “Mais e Pior”. Constatei que na sequência de um saibramento e desbaste feito, junto à capela, não estão cumpridas as regras de segurança no trabalho, estamos perante uns quase 10mt com verdadeiro perigo, pois passou a existir um precipício com cerca de 6 a 7mt de altura sem qualquer vedação; obstrução com dois grandes pedregulhos de um caminho público; saibramento do terreno para vinha, encostando no muro do cemitério, será legal?; ocupação da via pública e eventual apoderamento de terrenos públicos, numa faixa de 30 a 40mt, mais ou menos em frente à casa de um vereador executivo da CMVR, dificultando com perigo a passagem do trânsito. O sr. presidente de junta se interpretou bem o seu slogan de certeza que já tomou medidas, ainda não visíveis em relação a esta situação, se não o fez, o caminho que tem percorrido é “cada vez pior”, a defender os direitos dos seus fregueses.

   Sr. Presidente de Câmara, a fiscalização quando nasceu foi para todos e não só para alguns…, se houver, entretanto, algum acidente com menor ou maior gravidade de quem será responsabilidade?…

 

 

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