Quinta-feira, 29 de Setembro de 2022
Levi Leandro
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O Negócio das Arábia$

Poucas pessoas desconhecerão que o binómio município de Vila Real, e Associação Promotora do Circuito Internacional de Vila Real (APCIVR), são os “organizadores” das corridas no nosso concelho.

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O presidente e vice-presidente da APCIVR são, respetivamente, o presidente da comissão política do partido socialista (PS) e o atual diretor do Régia Douro Park , ex-vereador socialista no mandato anterior, uma dupla perfeitamente sincronizada, aliás, “tudo em família” como o PS gosta e pratica.

A autarquia “deu” 1 530 000€ para, conjuntamente, com APCIVR gerir as provas automobilísticas de 2022, tal como atribuiu, em 2020 (1º ano da Covid), um subsídio de 200 000€ para realizar as corridas desse mesmo ano, que toda a gente sabia que não se iriam realizar, exceto a dita “família socialista”. Contudo, o dinheiro não foi devolvido ao município, pelo que não se compreende porque é que o partido da oposição não solicitou à autarquia o plano anual de atividades e o relatório de contas da APCIVR de, pelo menos, 2020 e 2021, apesar desta câmara, e por vezes contrariando a lei, ser avessa à entrega de documentos e de serem ambos do “partido das contas certas”.

A esta parelha socialista tanto lhes faz utilizar peças de barro preto de Bisalhães, “made in Cumieira, China ou Molelos”, como troféus, para oferecer aos vencedores do circuito automóvel de Vila Real. Quem o denuncia é o presidente da Associação Promotora do Barro Preto de Bisalhães, numa publicação nas redes sociais, em 3 de julho, com o título “A Vergonha Continua” mostrando o edil nº1, o seu atual substituto e putativo candidato (?) para o próximo mandato e uma secretária de Estado, a entregar os troféus contrafeitos. Contrafação confirmada pelo único oleiro de Bisalhães, que faz desta atividade a sua profissão e que fez os primeiros troféus (há mais de 6 anos) de barro preto de Bisalhães, segundo o processo classificado como Património Imaterial da Humanidade.

Como é possível que este executivo socialista, que são os responsáveis pela elaboração e implementação do Plano de Salvaguarda Urgente do Barro Preto de Bisalhães, exigido pela UNESCO, com a complacência de um membro do governo, promovam a contrafação sem que ninguém atue? Onde está e o que faz a Comissão Nacional da UNESCO? A impunidade não tem fim, pobre País este, a quem fazem e tiram tudo, e o povo de forma servil, continua a ajoelhar-se quando passa a procissão.

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