Estão de “candeias às avessas” as relações entre a Junta de Freguesia de Vila Chã e as empresas Socupul e Águas de Trás–os-Montes e Alto Douro. No cerne desta divergência, estão os trabalhos de construção e colocação de uma conduta para água que vai ligar Chã a Vilar de Maçada. Descontente com os efeitos das obras e a alegada morosidade das mesmas em recompor as zonas afectadas, o Presidente da Junta de Vila Chã, António Fernandes, simbolicamente, quis mostrar o seu descontentamento, como o de toda a população local, colocando uma carrinha e o atrelado de um tractor da Junta a barrar a continuação dos trabalhos de instalação da mesma conduta de água, das Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, ATMAD.
O autarca acusa a ATMAD e a SOCUPUL de prepotentes e ainda de serem os responsáveis pela destruição de passeios públicos, caminhos rurais, paredes de apoio às estradas, sem a devida reposição e reconstrução dos mesmos”.
António Fernandes discorda também do perfil do edifício da estação elevatória que considera “desenquadrado”, classificando-o de “galinheiro”.
“Porque não cobrem com xisto, como fizeram na da Régua, na zona do Salgueiral?” interrogou, para acrescentar: “Devido a esta prepotência, quer da SOCOPUL quer da ATMAD, só me resta impedir que a obra continue, até que haja um diálogo construtivo, para um acordo”.
Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração da ATMAD, Alexandre Chaves, apela ao “bom senso” e considera a atitude de António Fernandes como “um gesto menos pensado”.
“Vamos deixar a nossa marca de qualidade naquilo que temos de repor e tudo será resolvido, com rapidez. É evidente que, no princípio, as obras deixam sempre um aspecto visual menos conseguido, mas não estamos distraídos, sabemos o que fazemos e tudo será corrigido a rigor” – concluiu.
Jmcardoso



