A origem da palavra Sabrosa vem de “sabulosus”, que significa “terras com saibro/arenosas”, e “saborosus”, referente a “águas e frutos saborosos”.
O concelho tem realidades geológicas muito distintas. A norte impera o granito, a cultura de cereais, os pinheiros, a criação de gado e a extração de rochas. A sul, domina a cultura da vinha, os socalcos, o xisto, e o rio.
Em dois dias a visitar o concelho, onde existem diversos equipamentos culturais, os visitantes poderão começar pela vila. Localizado no BB King Parque, poderemos visitar o Espaço da Exposição Permanente de Magalhães, onde é replicada a viagem do navegador Fernão de Magalhães à volta do mundo. “Em termos de arquitetura audiovisual é um espaço deslumbrante, com a nau, onde pode vivenciar a viagem do navegador português, que comandou cinco barcos ao serviço de Espanha. Poderá ainda experienciar todas as vicissitudes desta extraordinária aventura”, explica Alfredo Martins, diretor do espaço.
Seguimos para São Martinho Anta para visitar o Espaço Miguel Torga, um equipamento cultural que tem como desígnio fundamental a divulgação da obra do grande escritor transmontano. Após uma pausa para almoço, num dos vários restaurantes do concelho, a tarde pode começar na aldeia vinhateira de Provesende, com as suas casas brasonadas de beleza ímpar, assim como a paisagem que a envolve e se perde de vista pelos socalcos durienses.
Seguimos pela Estrada 323, onde existe a rota dos miradouros, com destaque para o miradouro torguiano, local que o escritor referenciou nos seus diários com a vista deslumbrante sobre as vinhas durienses que vão ao encontro do rio Pinhão com as águas do rio Douro.
Se gosta de aventura e caminhar pela natureza, pode ainda descobrir vários trilhos pedestres, a partir da vila de Sabrosa e de São Martinho, entre outros.
Depois de um jantar reconfortante e uma noite tranquila, o segundo dia pode começar pela parte norte do concelho, em Parada de Pinhão, com uma visita à Casa Museu de Aires Torres, que preserva e divulga a obra do militar, revolucionário e poeta José Augusto Aires Torres. Mais a sul, poderemos conhecer o Pólo Arqueológico da Garganta, um local de encontro da história do homem com um território singular entre o rio Douro e a serrania transmontana, a também a história de Sabrosa.
Há muito mais para descobrir em várias quintas que estão localizadas no concelho, capelas e igrejas de uma beleza arquitetónica singular, que o vai surpreender. Há ainda muitas aldeias repletas de história, património, onde se destaca a generosidade das suas gentes.
A nível gastronómico, deve provar o “cabrito assado e arroz de forno, a vitela assada, a posta, não faltando a bola de carne e a doçaria tradicional, como as cavacas altas e as cavaquinhas, ou o bolo Borrachão” e o pão de ló. Tudo isto acompanhado pelo néctar dos Deuses, como são os vinhos do Douro DOC e o famoso vinho do Porto.





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