Segundo a Lusa, o partido afirma que o problema tem mais de uma década e ocorre no Parque Natural de Montesinho, afetando “irremediavelmente as ribeiras e os ecossistemas nas aldeias de Aveleda e Portelo”.
O problema, surgido em 2009 graças a fortes chuvas, trata-se de “[t]oneladas de areia arrastadas numa extensão de 14 quilómetros e a deposição de sedimentos” que, entre outros problemas, levaram à “perda de biodiversidade, contaminação de águas” e afetaram as “culturas agrícolas”.
O PEV afirma já ter questionado o Governo em várias ocasiões sobre “esta grave situação”. O Partido e a população consideram “incompreensível o sucessivo adiamento, por parte do Governo, de uma solução” a um problema que afeta uma parte da “Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica, classificada pela UNESCO”.
As minas do Portelo foram algo de intervenção pela Empresa de Desenvolvimento Mineiro numa primeira fase, mas o partido alerta que “ficou por realizar uma segunda fase” que visava “a descontaminação dos solos” e outras soluções. No rio Pepim, em Aveleda, foram recentemente retirados cerca de 80 cm de sedimentos, numa medida que o PEV considera “uma merda intervenção cosmética”.
O Partido quer que o Ministério do Ambiente e da Ação Climática esclareça quais ações pretendem tomar com os responsáveis das áreas do Ambiente e da Geologia para resolver o problema de vez.



