Domingo, 3 de Julho de 2022

PCP diz ser “urgente” reforçar o SNS

Foi numa ação a nível nacional que o Partido Comunista Português (PCP) chamou à atenção para a necessidade de se “reforçar o Sistema Nacional de Saúde (SNS)”, para garantir o regresso à normalidade

Eram 9h00 em ponto quando a comitiva do PCP iniciou a sua ação em favor do SNS, em Vila Real. 

À porta do Centro de Saúde nº1, os comunistas foram abordando trabalhadores e utentes, dando a conhecer as suas ideias para reforçar o SNS, numa altura em que os esforços estão voltados para o combate à pandemia.

“É sabido que o SNS está sob uma grande pressão com o combate à pandemia e tem conseguido cumprir um papel fundamental. Sem o SNS estaríamos muito pior, mas é preciso olhar para a necessidade de regressar à normalidade, retomando o tratamento de todas as outras doenças que não a Covid-19, e para isso é preciso tomar medidas”, referiu Gonçalo Oliveira.

O dirigente deu como o exemplo a necessidade de “abrir mais camas, contratar mais profissionais, aproveitar todos os recursos disponíveis no SNS”, lembrando que “estas são medidas de urgência aprovadas no Orçamento de Estado. O Governo não tem desculpa para não pôr isso em prática”.

Esta ação aconteceu no dia em que a Assembleia da República votou várias propostas ligadas à saúde, algumas delas do PCP como o reforço das unidades de saúde pública com mais 500 profissionais, a abertura de mais camas para cuidados intensivos e a contratação de mais médicos. No que diz respeito ao combate à pandemia, o partido defende “mais rastreio, mais testagem e vacinação mais rápida para todos”.

Já no plano social, o PCP reivindica “100% do salário para os trabalhadores em lay-off”, bem como para “todos os pais das crianças até aos 16 anos que ficam em casa a acompanhar os filhos em ensino à distância”. 

Outra das preocupações do partido tem a ver com a precariedade. Gonçalo Oliveira destacou o elevado número de contratos precários existentes, referindo que “aquilo que o Governo tem vindo a fazer é contratar médicos e enfermeiros a prazo, com contratos de quatro meses. Claro que isso não é positivo. Os profissionais de saúde que estejam a trabalhar lá fora não vão regressar para assinar um contrato deste género, sem terem garantias de que depois ficarão com um contrato melhor”.

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