Segunda-feira, 28 de Novembro de 2022

Ponto de Recolha Têxtil “dá nova vida” à roupa que não usa

Com o objetivo de “reduzir o impacto dos têxteis depositados em aterro”, a Câmara de Vila Real instalou um ponto de recolha, na antiga fábrica de diamantes, que fica por trás do pavilhão da Diogo Cão.

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Carlos Silva, vereador da autarquia, explica que as pessoas que têm roupa em casa que já não usam, possam perceber que elas podem ter outra utilização. Se ainda estiverem em bom estado, podem servir para outras pessoas que tenham carências económicas, mas se estiverem já degradadas, também podem vir a ser reaproveitadas para produzir outros materiais”. Ou seja, as pessoas que quiserem desfazer-se de vestuário que já não usam, “podem entregá-lo aqui para lhe darmos um novo uso”.

O mesmo responsável acrescentou que o ponto de recolha têxtil vai “dar uma nova vida as peças de roupa”, que pode ser para reciclar, doar ou partilhar.

Numa altura em que os resíduos têxteis são um grave problema para a sustentabilidade do planeta, o município avança com uma solução para atenuar este impacto ambiental, num projeto de economia circular “Para cá do Marão, embalagens não!”, que está a ser implementado no concelho.

Mafalda Vaz de Carvalho, responsável pela secção do ambiente na câmara, reafirmou que ali vai ser possível “descartar, partilhar ou reciclar a roupa após consumo” e, ao mesmo tempo, vai ser desenvolvida uma aplicação para telemóveis, onde serão colocadas as “peças que ficarão disponíveis para partilhar com quem precisar ou quiser”.

Na prática, “é criado um perfil na aplicação, onde fica todo o histórico das entregas, em que é atribuída uma pontuação, para que as pessoas possam fazer as suas trocas, partilhas ou reciclagem”. No entanto, é possível entregar roupa sem se registar na aplicação. “Não é preciso ter smartphone, nem criar utilizador, nem precisa de amealhar pontos. Ou seja, esses pontos ficarão numa conta que depois o município decidirá o que fará com esses pontos, que poderão ser canalizados para os serviços de ação social”.

Este ponto de recolha faz parte do projeto “Para cá do Marão, embalagens não!”, representa um investimento de 750 mil euros e é financiado pela Islândia, Liechtenstein e Noruega, através do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu – EEA Grants, e pela Secretaria Geral do Ambiente.

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