Entre 2011 e 2021, o stock de habitação aumentou 11,7 habitações por mil habitantes, sendo que no país que surge em penúltimo, a Espanha, o stock aumentou 15,4 habitações por mil habitantes (+32%).
Se a comparação for feita com os países em que mais se construiu, as diferenças são abismais. Na Suíça, o stock de habitação aumentou 69,5 habitações por mil habitantes (cinco vezes mais do que em Portugal), seguindo-se a Austrália (68,8 habitações por mil habitantes) e a Finlândia (59,6 habitações por mil habitantes).
Os preços da habitação resultam sobretudo da dinâmica da oferta e da procura, e por isso a análise da variação da oferta (neste caso, o número de habitações disponíveis) é crucial para compreender o contexto atual de preços do mercado.
Assim, este gráfico ilustra a estagnação no crescimento do stock de habitação em Portugal em comparação com outros países desenvolvidos nos últimos dez anos. Os números exigem uma reflexão acerca das nossas políticas de habitação, das nossas políticas de construção, das condições económicas dos portugueses, entre outros fatores relevantes para o tema. A galopante subida dos preços da habitação que se verificou na última década em Portugal, superior à da maioria dos países desenvolvidos, será a maior consequência desta realidade.