Como o povo é soberano, caberá aos eleitores determinar o futuro Chefe de Estado.
DERROTADO 1
Os grandes derrotados destas eleições foram Luís Marques Mendes (LMM), Luís Montenegro e Hugo Soares. O PSD e o CDS, mandatados pelos seus órgãos nacionais, apoiaram LMM. Os resultados foram expressivos: em 18 de maio o PSD e CDS obtiveram mais de dois milhões de votos, enquanto LMM, 8 meses depois, alcançou apenas cerca de 635 mil, menos 1,37 milhões de votos. O pior resultado de sempre de um candidato presidencial apoiado pelo PSD, que foi rejeitado pelos portugueses.
Montenegro e Hugo Soares são os únicos responsáveis. No concelho de Vila Real, LMM ficou em quarto lugar, refletindo o fraco desempenho do candidato, da sua direção de campanha, do mandatário distrital e da Comissão Política (CP) de Vila Real do PSD. Reincidentes em opções erradas, penso que se lembram da candidatura à CM de Vila Real, que eles validaram e que os vila-realenses rejeitaram sem apelo nem agravo, obtendo a vereadora o pior resultado da história.
DERROTADO 2
Outro derrotado é António Costa. O “anunciado” sucesso presidencial de Seguro será uma “chapada de luva branca” à deslealdade, à traição e humilhação a que foi sujeito em 2014. Homem sério e com uma vida cívica e profissional inatacáveis, dia 8 de fevereiro pode mostrar a Costa, e a outros, que “não vale tudo na política”.
HABITAÇÃO
Em 7 de novembro de 2023, dez anos após a primeira tomada de posse no município de Vila Real, os socialistas propuseram a construção de 180 fogos habitacionais (80 T1, 80 T2 e 20 T3), no âmbito de uma oferta pública de frações. Diz o povo que mais vale tarde do que nunca. A Comissão de Análise (CA) propôs à vereação a adjudicação à empresa amarantina Década Paralela SA.
Os fogos foram construídos na Quinta do Almor, adquirindo a autarquia 13 266,5 m² a 1 941,13 €/m², num total de cerca de 25,75 milhões de euros. Apesar de a proposta ter uma pontuação negativa no critério preço (-41,38 pontos), a CA atribuiu-lhe uma nota global de +13,51, devido a critérios subjetivos, como a qualidade da memória descritiva, do projeto, implantação, inovação e prazos de execução.
Em breve, os 180 fogos serão atribuídos a famílias, mas com que critérios? Serão tão subjetivos quanto os que sustentaram a adjudicação da obra? Importa que os vereadores da oposição, Luís Nicolau, do PSD, e o do Chega, questionem o executivo e tenham acesso à informação necessária, para garantia de melhor transparência. Alegações relacionadas com proteção de dados não devem impedir que todos os vereadores tenham acesso à mesma informação que o executivo dispõe…. Quanto à vereadora do PSD, apesar de agora se achar uma lobista…, afirmou há três meses e meio que irá fazer ao PS, uma oposição nunca vista, fará? Tem aqui uma boa oportunidade…




