O treinador do SC Vila Real, Nuno Gonçalves, de 50 anos, foi o convidado do Bola ao Centro. A paixão pelo desporto-rei vem desde muito novo, quando jogava com os amigos do Bairro do cerco, no Porto, de onde é natural. “Nunca fui jogador de altos patamares, andei no futebol amador e distrital, mas o futebol foi sempre a minha paixão desde miúdo”.
Uma lesão no joelho afastou-o dos relvados aos 33 anos, mas desde logo surgiu a oportunidade de abraçar a carreira de treinador. “A oportunidade surgiu no clube do meu bairro e nunca parei até hoje”.
Depois do título de campeão distrital pelo GD Bragança, continuou ao comandando dos brigantinos no Campeonato de Portugal. A época estava a correr bem, mas o técnico decidiu sair no início do ano. “Foi uma decisão pessoal. Apanhei um castigo no jogo com o Vila Real e achei que não tive o apoio que deveria ter e decidi sair. Também já estava há muito tempo longe de casa”.
Pensava fazer uma pausa, no entanto, um telefonema do presidente do SC Vila Real para treinar os alvinegros foi tentador e aceitou de imediato, ocupando o cargo deixado por Vasco Gonçalves. “Os resultados não estavam a aparecer, apesar da competência do treinador. Encarei o desafio com todo o otimismo e acreditei que poderíamos ajudar na manutenção, tal como se consumou. E tudo correu bem, tirando o jogo com o Rebordosa. Treinar um clube com a dimensão do Vila Real não poderia recusar”.
Nuno Gonçalves confessa que deu o “sim na hora, nem discuti contrato, nada, apenas disse amanhã estou em Vila Real”.
Após a goleada em Rebordosa, o treinador revela que aos “jogadores do Vila Real não falta nada, pelo que tinham que dar o máximo. Não fizemos o nosso trabalho, eu sou culpado pelo resultado. Mas eles encararam a semana com otimismo e deram a resposta nos treinos e nos jogos. Vencemos o jogo com o Vitória B e alcançamos o objetivo”.
Ainda não tirou férias e já está a preparar a nova época no SC Vila Real, onde faltam infraestruturas. “Um clube com a dimensão do SC Vila Real precisa de ter um campo com outras condições, que não há no Calvário, nem no Monte da Forca”.
Sobre o plantel, Nuno Gonçalves revela que a direção, juntamente com a equipa técnica, já falou com alguns jogadores, mas “sabemos que estes também estão à espera de ir para a Liga3. É legitimo por parte deles terem essa ambição, mas também terão de dar uma resposta”, frisou, adiantando que gostaria de ficar com a base da equipa desta época. “Há vários jogadores com os quais queremos renovar”.
Aos adeptos promete “empenho, defender o clube com todas as nossas forças e entrar em campo sempre para vencer. Não podemos pensar pequeno. A cidade e os adeptos merecem mais”.
A entrevista está disponível, na íntegra, nas páginas de Facebook e Youtube do jornal A Voz de Trás-os-Montes, no site ou em podcast, através do Spotify.


