Não há memória na região de uma situação destas. Várias pequenas quintas vitivinícolas, cujos donos estão ausentes noutros pontos do país, têm sido visitadas pelos amigos do alheio. Parecem que são escolhidas a dedo e quem perpetra os furtos demonstra conhecer bem o local e o “modus vivendi” dos seus proprietários.
Na freguesia de Folgosa do Douro, João Guimarães, proprietário de uma quinta e residente na zona do Porto, já foi vítima de quatro furtos e está indignado com o sucedido. “Entram na quinta, tiram o que querem, vão embora e ninguém faz nada! Acho que as autoridades deviam fazer uma maior vigilância. Não quero pensar que temos de ser nós a montar vigilância durante 24 horas às quintas. O pior pode acontecer”, sublinhou.
“Já me levaram ferramentas agrícolas, torneiras, rebarbadoras, berbequins , geradores, tesouras da poda e aparelhos de soldar. O prejuízo ultrapassa já os 3 mil euros. Eu não me lembro de uma coisa assim”.
Os furtos nos armazéns de João Guimarães são feitos através do arrombamento das portas e a GNR de Armamar já tem conhecimento destes furtos, através das queixas apresentadas. Entretanto, uma outra quinta, na mesma freguesia, cujo dono mora na Régua, também foi assaltada. Do seu interior desapareceu o mesmo tipo de ferramentas e alfaias agrícolas.
A extensão dos furtos abrange outros concelhos durienses, como Régua, Lamego e Alijó. Num altura de crise para os médios e pequenos e viticultores, esta onda de furtos, além de levantar a questão de segurança de bens, complica ainda mais a atividade dos lavradores que são penalizados com esta grave situação. Para já, as autoridades ainda não encontraram o rasto dos larápios e suspeitam que o espólio roubado seja para ser vendido no mercado negro.




