Terça-feira, 28 de Setembro de 2021
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Rui Rio visitou concelhos que quer reconquistar ao PS

O presidente do PSD visitou ontem municípios que acredita “ter boas possibilidades” de reconquistar ao PS, como Mondim de Basto, onde denunciou uma utilização do aparelho do Estado pelo PS que não é “saudável” em democracia”

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“Como é evidente, o nosso objetivo nas eleições autárquicas é ganhar mais câmaras municipais e, se é ganhar mais câmaras municipais, temos de as ganhar, naturalmente, ao PS. Por isso, tenho vindo a visitar aquelas câmaras que, sendo do PS nós admitimos termos possibilidades de ganhar”, afirmou Rui Rio, em Mondim de Basto, no distrito de Vila Real.

Segundo o líder social-democrata, a Câmara de Mondim de Basto tem “uma característica muito própria”: É que, nos cinco membros atuais do executivo, o PSD não tem um vereador.

“E, no entanto, temos possibilidades de a ganhar, é uma situação muito rara que acontece e, por isso, aqui estou naturalmente a dar força à candidatura do PSD aqui em Mondim de Basto”, afirmou.

No segundo dia de uma “volta” que vai dar ao país, em ações de pré-campanha, Rui Rio passou por Ribeira de Pena, seguindo para Mondim de Basto, tendo estado à tarde em Sabrosa e Chaves, no distrito de Vila Real, todos concelhos liderados atualmente pelo PS.

O PSD perdeu a câmara de Mondim de Basto em 2009 e, em 2017, não conseguiu nenhum dos cinco mandatos. O PS conquistou quatro e o CDS-PP um.

A candidatura do PSD a Mondim é liderada por Bruno Ferreira, que acompanhou o líder do partido numa visita a uma pedreira e depois prestou declarações aos jornalistas junto à câmara.

“Por outro lado há aqui uma parte simbólica também, porque acontece aqui em Mondim de Basto uma característica da ação socialista muito comum no país inteiro e que, aqui, acontece de uma forma que eu considero não admissível”, afirmou Rui Rio.

Em 2020, o então presidente da câmara de Mondim, Humberto Cerqueira, renunciou ao mandato para assumir o cargo de vogal executivo da Comissão Diretiva da Autoridade de Gestão do Norte 2020.

“Quando alguém vai para gestor dos fundos comunitários ligados às autarquias tem de se comportar acima dos partidos. (…) E então ele sai e, agora, apresenta-se como candidato à Assembleia Municipal pelo PS. Não tem qualquer impedimento legal, mas tem, na minha forma de ver, obviamente, um impedimento ético”, afirmou Rui Rio.

E continuou: “Ao vir aqui e denunciar isto estou, automaticamente, a mostrar que esta forma de o PS utilizar o aparelho do Estado não é, obviamente saudável, nem é bonito em democracia”.

O líder do PSD considerou que, em Mondim de Basto, acontece “precisamente isso”.

“Alguém que saiu da câmara há dois anos para se comportar de uma forma superior aos partidos, regressa agora misturando essa função com a função partidária de candidato à Assembleia Municipal”, frisou.

Questionado pelos jornalistas, Rui Rio voltou a abordar a importância dos resultados das autarquias para o partido e para a sua liderança.

“Estou preocupado, sim, com aquilo que possa ser o resultado nacional do PSD nas eleições autárquicas, porque tenho consciência de que estas eleições 2021 são muito relevantes para o PSD, mais do que no passado, porque vimos de duas eleições recentes, 2013 e 2017, onde perdemos muitas posições, perdemos muitas câmaras e perdemos muitos vereadores”, salientou.

E reforçou que “é importante” conquistar câmaras e eleger vereadores.

“Uma coisa é nós perdemos com 30% e outra coisa é perdermos com 10%, como aconteceu em muitas câmaras. Aqui não temos vereador sequer. Portanto, é obviamente importante para o PSD nas eleições 2021 recuperar uma parte substancial das posições entretanto perdidas. E aí estou preocupado. Não porque possa correr mal – porque acho que está a correr bem e vai correr bem -, mas porque há aqui uma responsabilidade que cabe a todos nós, mas particularmente a mim que me propus ser presidente do PSD”, frisou.

Rio disse ainda que “qualquer ato eleitoral relevante”, como é a eleição nas 308 câmaras do país, “obviamente que tem, depois, um balanço a fazer-se” e que o “presidente do partido é o primeiro responsável”.

“É lógico que essa situação será avaliada, mas não é o que me preocupa, não é mesmo, não é o meu futuro que me preocupa muito com a idade que eu tenho, não é. Agora, é realmente a importância para o PSD porque não é nada desejável que o PSD continue a perder posições”, afirmou.

O PS tem 161 câmaras e o PSD 98.

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