A Rural Move – Associação para a Promoção do Investimento nos Territórios de Baixa Densidade, sediada em Miranda do Douro, venceu o Prémio Manuel António da Mota, no valor de 50 mil euros.
A 16ª edição do prémio, promovido pela Fundação Manuel António da Mota, distinguiu outras nove outras instituições, com o segundo lugar a ser atribuído à Cáritas da ilha Terceira, que recebeu 25 mil euros, e o terceiro lugar ao MADI – Movimento de Apoio ao Diminuído Intelectual de Vila do Conde, premiado com 10 mil euros.
Além dos vencedores, foram concedidas menções honrosas a sete organizações: ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, Brigada do Mar – União, CAID – Cooperativa de Apoio à Integração do Deficiente, CASA – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo, Centro Assistencial Cultural e Formativo do Fundão, Centro Paroquial e Social de Lanheses e Fundação Rui Osório de Castro, cada uma recebendo cinco mil euros.
Fundada em 2020, a Rural Move tem como objetivo principal a criação, desenvolvimento e promoção de atividades que incentivem o investimento e o repovoamento dos territórios de baixa densidade, que correspondem a cerca de 80% da área de Portugal, mas que acomodam apenas 20% da população.
O projeto Rural Move – Plataforma de Apoio a Novos Rurais destina-se a apoiar pessoas que pretendem viver, trabalhar ou investir em territórios rurais, com especial ênfase em jovens, trabalhadores remotos, empreendedores, migrantes e a diáspora. Visa, assim, dinamizar estes territórios através do apoio à fixação das pessoas, integração nas comunidades locais e reforço da coesão territorial.
A associação destaca que os territórios de baixa densidade enfrentam há várias décadas desafios estruturais, nomeadamente desertificação humana, envelhecimento acentuado, perda de serviços, declínio económico e exclusão territorial.
Este projeto inspira-se na medida ‘MOVE IN’ do Plano de Valorização do Interior (2018) e surge para responder à ausência de uma plataforma estruturada, colaborativa e humanizada que facilite a migração para o interior do país.
Segundo Rui Pedroto, presidente da comissão executiva da Fundação Manuel António da Mota, “sob o lema ‘Sempre Solidários’, reforçámos o nosso compromisso com um país mais justo, coeso e solidário, distinguindo as instituições que se notabilizam na luta contra a pobreza e exclusão social, acolhimento e integração de migrantes e refugiados, valorização do interior e coesão territorial, saúde, educação, emprego, apoio à família, inovação e empreendedorismo social, inclusão e transição digital e tecnológica e transição climática”.
O Prémio Manuel António da Mota, criado em 2010, reconhece, anualmente, organizações que se destacam nas várias áreas de atividade da fundação. A Fundação foi declarada de utilidade pública em 2014 e apoia iniciativas relacionadas com desenvolvimento e solidariedade sociais, habitação, saúde, educação, formação, cultura e ambiente, tanto em Portugal como nos países onde atua.
A cerimónia de entrega dos prémios decorreu ontem, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.



