Em declarações recentes à RTP, o autarca afirmou que “o visto do Tribunal de Contas demorou um ano e consumiu todo o período disponível para executar o projeto”. Segundo José Paredes, “o município sentiu-se prejudicado pela demora do TdC na emissão do visto e, por isso, perdeu os fundos comunitários e teve de recorrer à banca”.
Na sequência destas declarações, o TdC emitiu um comunicado onde explica todo o processo e no qual se demarca de qualquer responsabilidade pela perda do financiamento. No documento, o TdC explica que “o contrato da empreitada foi recebido para fiscalização prévia a 16 de março de 2023” e que na primeira devolução, a 24 de março, chamou a atenção para o facto de o financiamento europeu caducar “em julho de 2023, de acordo com o termo de aceitação junto ao processo”, bem como para o prazo de execução da obra (18meses) se estender “muito para além daquela data (nunca antes de setembro de 2024)”. O município terá sido, ainda, alertado para o facto de “esta circunstância obrigar o município ou a assegurar a existência das verbas suficientes (contrapartida nacional) para assumir o compromisso do investimento total da empreitada, ou, em alternativa, à reprogramação do financiamento europeu, ou, ainda, à alteração do prazo de execução da obra, de modo a respeitar o prazo-limite do financiamento europeu”.
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