Segundo comunicado da autarquia, a reabertura surge “após várias diligências junto do Gabinete do Sr. Ministro das Infraestruturas e Habitação” e é vista como uma vitória para a coesão territorial da região.
Para autarquia de Vila Nova Foz Côa, liderada por Pedro Duarte, trata-se de uma “reposição de um serviço que é fundamental para toda a região, quer do ponto de vista turístico, económico e de coesão territorial”.
Já o presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, José Meneses, através de comunicado, afirmou que a suspensão “é hoje um símbolo claro de um problema estrutural do país: a persistência de um Portugal a duas velocidades”.
Acrescenta o autarca que, há “de um lado: o país das grandes autoestradas, das decisões rápidas e da proximidade aos centros de poder. Do outro, o interior, onde as obras se arrastam, as respostas tardam e as populações são frequentemente chamadas a esperar”.
José Meneses assume que o acontece ao “Douro Superior não é apenas uma questão de
transportes. É uma questão de coesão territorial, de justiça económica e de respeito
por um território que tem contribuído decisivamente para a projeção internacional de
Portugal”. Por isso, a Linha do Douro é vista como “mais do que uma infraestrutura ferroviária”, sendo um “ativo estratégico para o turismo nacional” e que quando essa ligação é interrompida, o impacto é sentido neste território.
O presidente da câmara escreve, ainda, que “num país que tantas vezes fala de coesão territorial, não podemos aceitar que uma das regiões mais emblemáticas de Portugal fique dependente de soluções improvisadas e de transbordas rodoviários que, na prática, afastam visitantes e penalizam a economia local”:
A circulação ferroviária no troço entre a Régua e o Pocinho encontra-se suspensa, na sequência do mau tempo.





