Sexta-feira, 10 de Julho de 2026

Clássicos e Legends 1300 ao rubro

O Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos/Legends 1300 (CPVCL 1300) prepara-se para regressar ao Circuito Internacional de Vila Real depois de duas rondas particularmente animadas no Estoril e no Autódromo Internacional do Algarve, onde o equilíbrio entre várias classes e categorias deixa antever uma luta intensa ao longo de toda a temporada.

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Carlos Cruz foi a figura em destaque no Estoril, vencendo as duas corridas aos comandos do Datsun 1200 Coupé e assumindo desde cedo o comando das operações. Contudo, em Portimão o cenário alterou-se significativamente. João Braga, ao volante do Datsun 1200, respondeu de forma categórica, vencendo ambas as corridas algarvias e relançando a discussão pelos lugares cimeiros do campeonato.

Entre os Legends 1300, a luta tem sido igualmente intensa. No Estoril, João Arantes e Jorge Marques, ambos em Toyota Starlet 1.3 S, protagonizaram alguns dos duelos mais interessantes do fim de semana, enquanto que em Portimão a vitória repartiu-se entre Fernando Morgado, vencedor da primeira corrida, e a dupla Andreia Fonseca/Rui Fonseca, que triunfou na segunda prova após uma corrida marcada por várias incidências.

Também o Desafio ANPAC tem proporcionado espetáculo. O piloto de Vila Real, Daniel Gouveia surge como uma das referências da categoria depois de vencer no Estoril e voltar a impor-se em Portimão, confirmando um início de época muito consistente.

Nas restantes categorias, João Miguel Batista e Filipe Monteiro têm assumido o protagonismo na Stock Cup, enquanto Afonso Azevedo se mantém como uma das figuras em evidência na classe City.

Com várias classes em disputa, vencedores distintos e diferenças pontuais ainda reduzidas, a deslocação a Vila Real surge como um momento importante na construção das contas deste campeonato. E pela diversidade de máquinas, assim como pela capacidade dos pilotos em proporcionarem corridas intensas e imprevisíveis, as duas provas do CPVCL 1300 poderão ser das mais animadas do fim de semana nacional.

PADDOCK SOB PRESSÃO E CUSTOS PREOCUPAM EQUIPAS

Ainda na apresentação da 55ª edição do CIVR, José Fafiães, da ANPAC, admitiu que o paddock de Vila Real continua a ser um dos principais desafios logísticos da organização. Depois de, em 2025, ter acolhido mais de 130 viaturas de competição, o espaço disponível revelou-se já muito limitado, obrigando a uma gestão apertada para garantir corredores de segurança e acessos de emergência.

Ao mesmo tempo, o responsável manifestou preocupação com o impacto do aumento generalizado dos custos no desporto automóvel. Segundo explicou, os sinais de abrandamento são mais visíveis nas categorias de menor dimensão, onde os orçamentos são mais reduzidos. Entre os exemplos apontados está a subida significativa dos seguros obrigatórios para veículos de competição.

Apesar das dificuldades económicas e da redução do número de inscritos registados noutras provas ao longo da época, José Fafiães acredita que Vila Real continua a ser uma das corridas mais apreciadas pelos pilotos, mantendo um forte poder de atração no panorama nacional.

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