Marcaram sempre presença, apesar de todos os contratempos, e dão tudo em pista, mesmo que as máquinas sejam belas preciosidades, com o custo que isso acarreta.
Na abertura de temporada, no Estoril, e em Portimão, a ANPAC juntou a grelha dos Clássicos com os Legends, mas, em Vila Real, tudo deve regressar ao “normal”, com carros destes dois campeonatos de Portugal a partirem separados para as suas corridas.
Após a ronda inaugural do Estoril, marcada pelo domínio de Bruno Santos entre os concorrentes da classe H75 e pela consistência de Pedro Poças nos H86, o campeonato ganhou nova intensidade em Portimão.
No Algarve, João Macedo Silva, em Porsche 911 RSR, assumiu o protagonismo ao vencer a primeira corrida dos H75 depois de uma recuperação notável sobre Rui Costa e Bruno Santos, assinando ainda a volta mais rápida da prova. A segunda corrida foi uma das mais emocionantes do fim de semana, com uma luta intensa entre João Macedo Silva, João Cruz, João Novo e Tiago Santos.
No final, João Cruz levou o Ford Escort RS 1600 à vitória absoluta e no Grupo 5, superando João Macedo Silva por apenas 0,4 segundos. Nasrestantes categorias, Rui Costa consolidou-se como referência nos H75/Taça 2000, enquanto Pedro Poças voltou a destacar-se nos H86.
Com vários vencedores e diferenças mínimas entre os principais protagonistas, o campeonato chega a Vila Real em aberto, com os Porsche 911 RSRe os Ford Escort a assumirem-se como os principais candidatos aos triunfos.
ADEUS A JOAQUIM JORGE
Um dos pilotos mais acarinhados pelos fãs das corridas nacionais, com muitos amigos em Vila Real, morreu no final de maio. Joaquim Jorge era alguém muito apreciado, quer pelo ritmo e garra que imprimia em pista, mas também por ser afável fora dela.
Conquistou o direito a ser considerado um dos melhores pilotos nacionais de sempre. Todos que passaram por um circuito não deixavam de reparar no Ford Escort azul e branco que lutava sempre por vitórias. Em Vila Real, é inesquecível o seu andamento à chuva, com pneus para piso seco. Principalmente, quando deixava a traseira daquele clássico escorregar para fazer as delícias de quem resistia à precipitação do lado de fora dos rails.
Outros momentos ficarão na memória de cada um, assim como o homem que nos deixou. Um verdadeiro artista do volante que fará falta à grelha de qualquer competição nacional.





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