Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
Vila RealULSTMAD implementa técnica de fluorescência para aumentar a segurança do ato cirúrgico

ULSTMAD implementa técnica de fluorescência para aumentar a segurança do ato cirúrgico

O Serviço de Cirurgia Geral da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD) iniciou a utilização de uma nova técnica com fluorescência, que reforça, de forma significativa, a segurança em diversos tipos de cirurgias, em especial na área colorretal.

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Trata-se da administração endovenosa de um corante (verde de indocianina) no doente, de forma a auxiliar o cirurgião na avaliação e melhor visualização do mapa vascular, permitindo diferenciar a zona vascularizada da não vascularizada, de uma forma simples e eficaz. Este procedimento, ao identificar a zona mais favorável para a realização da anastomose (união de dois segmentos intestinais), potencializa o êxito cirúrgico, reduzindo as complicações pós-operatórias.

Rita Marques, cirurgiã Coordenadora da Equipa de Cirurgia Colorretal da ULSTMAD, que integra os pares Ricardo Vaz Pereira, Urânia Fernandes, Paulo Jorge e Artur Ribeiro, explica: “este procedimento permite avaliar, com maior precisão, a perfusão dos tecidos na anastomose, ou seja, quando unimos dois segmentos intestinais, esta técnica permite visualizar a tonalidade verde viva nas zonas bem irrigadas, diferenciando-as das que têm menor fluxo sanguíneo.”

Ricardo Pereira acrescenta, “consequentemente, há uma redução clara de complicações, nomeadamente o risco de deiscência, isto é, a separação dos componentes da anastomose, o que pode levar à formação de abcessos, a reinternamentos, e ao maior uso de antibióticos, ou em casos extremos, à morte, com as devidas repercussões clínicas e financeiras”.

Para o Prof. Doutor João Pinto Sousa, Diretor do Serviço de Cirurgia Geral da ULSTMAD, “esta técnica de fluorescência confere maior segurança no ato cirúrgico, permitindo avaliar em tempo real a irrigação dos tecidos e reduzir complicações pós-operatórias. Só por si, possibilita uma melhor avaliação da zona para a perfusão dos tecidos, o que é essencial para diminuir a morbilidade e mortalidade.

Em suma, trata-se de um avanço significativo na melhoria da qualidade dos cuidados de saúde que prestamos aos nossos doentes”.


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