Segunda-feira, 18 de Outubro de 2021
Victor Pereira
Pároco. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Um cristianismo mundano

No penúltimo artigo, contei a parábola do palhaço, que tentou convencer a aldeia vizinha de que o circo estava a arder e que o fogo não demoraria muito a chegar à aldeia. O povo não lhe deu nenhuma importância e a tragédia aconteceu. Podemos também colocar a pergunta: porque é que o palhaço não se lembrou de retirar a maquilhagem para que as pessoas pudessem acreditar nele? Se tem tirado a maquilhagem pelo caminho, possivelmente, teria mobilizado algumas pessoas para o incêndio.

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Pulula por aí o anseio de um cristianismo desmaquilhado ou que seja maleável às nossas maquilhagens, ou até diria, descaracterizado, mundano, sem alma, destituído do verdadeiro espírito do Evangelho e sem exigência e compromisso. Não faltam pessoas, e são muitas, que afirmam que até seriam católicas e fariam parte da Igreja se esta não fosse contra certas e determinadas coisas, ligadas à vida humana e à moral. Nem mais, meus amigos. E que tal a Igreja não ser contra nada e não se manifestar contrária às caricaturas de amor e aos atropelos indignos em relação à dignidade da pessoa humana, metendo o Evangelho na gaveta? Não seria tão bom termos uma Igreja que na sua

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