Venceu a melhor equipa

Muito público, no Monte da Forca, para assistir ao jogo que colocou frente a frente os dois primeiros classificados do campeonato. O Vila Real, mais forte e a jogar no seu reduto, acabou por vencer, com toda a justiça, o Régua que veio a Vila Real com o intuito de conquistar, pelo menos, um ponto. […]

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Muito público, no Monte da Forca, para assistir ao jogo que colocou frente a frente os dois primeiros classificados do campeonato. O Vila Real, mais forte e a jogar no seu reduto, acabou por vencer, com toda a justiça, o Régua que veio a Vila Real com o intuito de conquistar, pelo menos, um ponto. Mas, a equipa da casa cedo demonstrou que estava ali para tentar conquistar os três pontos e assim aumentar a distância, perante os seus adversários mais directos que estão, agora, a nove pontos do topo da classificação.

Logo aos cinco minutos, foi Nuno Meia a levar a bola à trave. Na marcação de um pontapé de canto, o médio “alvi-negro” levantou a bola, esta descreveu um arco e acabou por bater na barra. Os visitantes não ficaram surpreendidos com este ímpeto atacante dos da casa e começaram a dominar as operações, no centro do terreno. Francis, sempre muito forte no domínio da bola, conseguiu segurar muitas bolas no centro nevrálgico do campo e, a partir daí, tentou lançar o ataque, mas a frente atacante dos forasteiros foi ténue e Carlos teve uma tarde com pouco trabalho.

Com os caminhos bem fechados, na retaguarda, os reguenses não davam espaço aos vila–realenses. Estes apenas conseguiam chegar, com perigo, através de lances de bola parada. Num desses lances, Meia colocou em Filipe e este atirou, para uma excelente intervenção de Pedro, a desviar a bola pela linha de fundo.

Por volta da meia hora de jogo, Fraguito conseguiu ganhar espaço, à entrada da área, rematando, com estrondo, à barra. Era um Vila Real à procura do golo que lhe daria maior tranquilidade para enfrentar o jogo. O Régua conseguia criar um muro defensivo a toda a largura do terreno que não dava espaço para os laterais subirem e criarem situações de perigo, para a baliza de Pedro. Mas, uma jogada bem delineada do ataque visitado culminou num remate de Fraguito, só que a bola saiu, a centímetros da trave. Volvidos três minutos, Pedro Alves dominou, já dentro da área, conseguiu o remate que saiu ao lado. O intervalo aproximava-se e o nulo que se verificava premiava a boa organização defensiva dos reguenses.

O técnico vila-realense, Luís Pimentel, foi para os balneários a repensar uma estratégia para furar a estrutura defensiva do adversário. Mas decidiu tardar as alterações que acabou por ter de operar, volvidos cerca de dez minutos do reatamento do encontro. Já com dois avançados na frente, Gabriel e Palhares que tinham entrado para os lugares de Pedro Alves e Filipe, as oportunidades iam surgindo, mas sempre através de lances de bola parada. Na marcação de um livre, Meia levantou para o interior da área, onde Peixoto surgiu, a cabecear sobre a trave. Poucos minutos volvidos, Meia colocou à prova os reflexos de Pedro que teve de sair de entre os postes, para aliviar o pontapé colocado do médio ofensivo da casa.

A quinze minutos do fim, o técnico “alvi-negro” arriscou tudo. Abdicando dos laterais, alargou a frente atacante, com a entrada de mais um extremo, Luís Carlos. As alterações tiveram o resultado esperado, uma vez que continuou a avalanche ofensiva e o golo acabou por surgir. Aos 83 minutos, Ernesto fez o único golo do encontro. Fraguito, na marcação de um pontapé de canto, levantou, ao primeiro poste, aparecendo Ernesto a cabecear, para o fundo das redes. Estava feito o resultado final. O Régua não teve capacidade de reacção e acabou por perder um jogo em que não criou uma única oportunidade clara de golo. Muito pouco para uma equipa que ocupa o segundo lugar da tabela.

O Vila Real foi a única equipa que procurou vencer o jogo e a vitória é um justo prémio, para a melhor formação em campo.

 

Luís Pimentel, treinador do Vila Real

“Fomos muito fortes”

 

Satisfeito com a vitória, Luís Pimentel salientou a justiça do resultado, apesar de ter sido escasso, uma vez que a sua equipa foi muito superior ao adversário.

“Foi uma vitória justa e inteiramente merecida. Fomos a única equipa que tentou ganhar, chegar ao golo e atacar. A equipa do Régua, pela estratégia demonstrada, vinha, claramente, à procura de conquistar um ponto. Hoje, fomos muito fortes, quer no processo ofensivo, quer defensivo. Nunca deixámos a equipa do Régua respirar, não demos espaço para eles explorarem o contra-ataque. Nós sabíamos que eles gostam de jogar em profundidade, com lançamentos longos, para os dois homens da frente, mas nós pressionámos sempre o portador da bola e, assim, não conseguiram sair, para a contra ofensiva. Na primeira parte, tivemos várias oportunidades para fazer o golo que nos daria outra tranquilidade, mas não conseguimos. Na segunda parte, ainda acentuámos mais o nosso domínio. A equipa do Régua, praticamente, não saiu do seu meio campo. Tivemos muitas oportunidades, felizmente marcámos um golo que nos deu os três pontos. A vitória é justa, mas escassa, por aquilo que fizemos e por aquilo que não deixámos o Régua fazer”.

 

Nota: No final do encontro, tentámos recolher as declarações de Rosário, o técnico do Sport Clube da Régua, mas este disse, à nossa reportagem, que estava impedido, pela Direcção do clube, de falar aos órgãos de comunicação social.

 

Márcia Fernandes

 

FICHA TÉCNICA

 

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca, em Vila Real.

Árbitro: Jorge Fernandes.

Auxiliares: Manuel Gonçalves e Ruben Pereira.

VILA REAL – Carlos; Filipe (Palhares, 58’), Fredy, Miguel e Peixoto (Luís Carlos, 75’); Ernesto, Fraguito, Castanha e Pedro Alves (Gabriel, 56’); Nuno Meia e Caniggia.

Suplente não utilizado: Vieira.

Treinador: Luís Pimentel.

RÉGUA – Pedro; Caio, Daniel, Marante e Jusko (Ricardo Martins, 74’); China, Francis, Leandro (Barroso, 56’) e Dany; Sandro e Duarte.

Suplentes não utilizados: Vítor Gamito, Tó Zé, Rafa e Daniel Mesquita.

Treinador: Rosário.

Cartões amarelos: Daniel (26’), Leandro (28’), Jusko (30’), Peixoto (32’), Sandro (60’), Fraguito (81’), Gabriel (85’), Ricardo Martins (85’), Caio (87’) e Pedro (90+3’).

Ao intervalo : 0-0.

Marcador: Ernesto (83’).

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