Francisco Alvares, coordenador da iniciativa, em declarações à VTM, conta que o objetivo principal é “recuperar as florestas para darem abrigo e refúgio às presas naturais do lobo”, de maneira a não afetar a população e o setor da pecuária.
No sábado, com a colaboração de cerca de 80 voluntários foram plantadas cerca de 300 árvores de 10 espécies autóctones, como o azevinho, o pilriteiro, o teixo e o azareiro. Para além das plantações, houve a melhoria das condições ecológicas de uma pequena linha de água, promovendo a biodiversidade e reforçando áreas fundamentais para a conservação da fauna silvestre.
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Comprar este artigo — 1,00€Segundo o coordenador, o território de uma alcateia pode, por vezes, percorrer várias aldeias, o que torna mais provável a presença do animal ao lado de habitações, por norma à procura de comida. “Muitas vezes, estes ataques de lobos a ovelhas, por exemplo, pastoreadas perto das aldeias e das casas, geram também um grande alarmismo”. A iniciativa serve como prevenção de ataques dos lobos e cães errantes às aldeias próximas, criando condições favoráveis às presas do predador, como o javali, o corço e o veado.
Francisco Alvares sublinha ainda que estas ações não têm apenas o propósito de criar melhores condições para fauna e a flora, como também recuperar as espécies de plantas da região que estavam “extintas” e criar uma envolvente entre o património cultural e natural ao conjugar essas plantações com o embelezamento do mosteiro de Santa Maria da Júnias, que se encontrava num estado degradado devido aos incêndios.
Para além da atividade de restauro ecológico, a Câmara de Montalegre ofereceu um almoço e uma visita ao Centro Interpretativo do Lobo Ibérico, onde os participantes ficaram a “conhecer toda esta problemática associada ao lobo e a sua necessidade de se assegurar uma convivência sã entre ele e as atividades humanas”, acrescenta.
A iniciativa europeia Life Wild Wolf contou com a colaborações da Associação Amigos da Montanha, em parceria com a Comunidade de Baldios de Pitões das Júnias, o BIOPOLIS/CIBIO (Universidade do Porto), o município de Montalegre, o ICNF, e a Associação de Baldios do Parque Nacional do Pinheiro da Gerês.
Francisco Alvares confessa que já existem planos para atuar em mais áreas, como na Serra da Arga e no Corno do Bico. No dia 28 de março, será realizada outra atividade de voluntariado na paisagem protegida do Corno do Bico, em Paredes de Coura, com o objetivo de continuar a valorizar e divulgar a importância dos bosques maduros e nativos.[/bloc






