Sábado, 27 de Novembro de 2021

25 de Abril sempre

Se há Estatuto que prezo é a Liberdade, com todos os direitos que dela derivam! E que a Democracia é o expoente máximo dessa condição livre que cada ser humano encerra. Mas não posso deixar de manifestar a minha surpresa com a decisão em festejar o 25 de Abril, presencialmente, com a assistência de 130 […]

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Se há Estatuto que prezo é a Liberdade, com todos os direitos que dela derivam! E que a Democracia é o expoente máximo dessa condição livre que cada ser humano encerra.

Mas não posso deixar de manifestar a minha surpresa com a decisão em festejar o 25 de Abril, presencialmente, com a assistência de 130 pessoas!

Não é sequer a questão da saúde que causa maior preocupação, se bem que é inquietante, até porque quero acreditar que irão garantir todas as condições para que não exista risco!

É o exemplo! Parece-me um absurdo exigir a todos (e bem!)  que fiquem em casa, que evitem ajuntamentos e decidirmos levar a cabo comemorações presenciais. 

Para além de contraditório é uma tolice de todo o tamanho.

Que mensagem passamos enquanto intérpretes políticos? E sem sequer querer comparar o que é mais importante! Se um outro feriado ou o festejo da Liberdade. Se a Páscoa ou celebrar a revolução. Por não serem comparáveis e porque usar estes argumentos reduz uma discussão que se quer muito mais abrangente. 

E é tanto uma pena porque a classe política estava num estado de graça como já não se via há algum tempo. O que me assusta ainda mais, por trazer ao de cima, mais uma vez, a clara incapacidade de quem vive em determinadas cúpulas partidárias em perceber a vontade de quem representam.

E ainda ter que assistir à transformação deste quadro numa questão ideológica! Quem critica é antidemocrático. Quem se insurge esta comemoração é fascista! 

Voltamos ao tempo de atirar com o: “quem o diz é quem o é…” Mas também se por aí entrarmos temos sempre resposta para todos os que se auto intitulam detentores exclusivos da Revolução e da Liberdade: “O ar é de todos….”

Até porque que me lembre, a última vez que vi as notícias, ainda não tinham avançado com a ideologia da Covid-19.

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