Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

A maior família de Salto

O Lar Nossa Senhora do Pranto, em Salto, concelho de Montalegre, abriu portas em 2000 por meio da Associação Borda D’Água

Preparado para acolher 30 utentes, na modalidade de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), também presta apoio ao domicílio a 21 pessoas de toda a freguesia, servindo refeições diárias numa área de cerca de 80 quilómetros quadrados.

A par disto, a instituição dispõe de Centro de Dia, uma valência que tem estado inativa por força da situação pandémica. Alberto Martins, presidente do lar, destaca a importância desta estrutura para a freguesia e para a região do Baixo Barroso.

“Estamos situados numa área enorme, abrangente, onde existem várias famílias carenciadas, na grande maioria, com problemas de apoio familiar. O lar colmata essas falhas e presta o serviço necessário”.

Numa retrospetiva dos últimos 22 anos, revela estar “satisfeito por poder servir os utentes que, connosco, aqui passam o seu dia a dia. Penso que os familiares também estarão satisfeitos com o nosso desempenho. Somos uma grande família, a maior de Salto”, frisa.

Recentemente, “terminámos um projeto de eficiência energética, muito interessante. Restaurámos toda a esquadria do edifício, todo o aquecimento, pichelaria e pintura”, que permitirá “criar maior conforto aos utentes”, destaca Alberto Martins.

“Num meio pequeno como este, é difícil manter um lar. Somos todos necessários para desenvolver um trabalho válido em prol das associações. Temos poucos associados e há várias necessidades. Com esforço, temos levado o barco a bom porto”.

A pensar no futuro, mas de pés bem assentes no presente, “estamos a desenvolver um projeto para a criação de um berçário e creche para 42 crianças, junto ao lar, através de uma candidatura ao PRR (Plano de Recuperação e Resiliência). Queremos servir toda a população, dos mais novos aos mais velhos”, revela.

“Essas valências permitirão conseguir servir as crianças dos zero aos três anos. Se servimos os pais e as mães, esperamos, brevemente, tomar conta dos filhos para travar a desertificação da freguesia. Será uma forma de fixar jovens e de criar postos de trabalho”, conclui.

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