Quarta-feira, 18 de Maio de 2022

Adiada leitura do acórdão de 12 arguidos acusados de tráfico de droga

A leitura do acórdão do julgamento de 12 arguidos que estão acusados do crime de tráfico de droga agravado foi adiada para quarta-feira, disse hoje fonte do Tribunal de Vila Real

A leitura do acórdão estava agendada para esta tarde, no Tribunal de Vila Real, mas devido a uma indisposição da presidente do coletivo de juízes foi adiada para quarta-feira, dia 27 de abril.

Os 12 arguidos, com idades compreendidas entre os 21 e os 47 anos e ligações familiares, são suspeitos de integrar uma rede de tráfico de droga, que vendia o produto estupefaciente em Vila Real e Vila Pouca de Aguiar, tendo sido detidos em abril de 2021 pela GNR.

Os seis homens e seis mulheres estão acusados pelo Ministério Público (MP) pelo crime de tráfico de droga agravado. Seis deles estão também acusados do crime de detenção de arma proibida.

No início do julgamento, em 10 de março, apenas dois aceitaram prestar depoimento perante o coletivo de juízes e ambos assumiram o crime e referiram atuar sozinhos.

Um deles, com 36 anos e que há cerca de um ano criou a Associação Nacional e Social de Etnia Cigana (ANSEC), em Vila Real, para promover o acesso ao emprego e à inclusão social, pediu desculpa às pessoas da sua comunidade.

Este arguido assumiu a venda de heroína e cocaína desde setembro de 2020, a qual ia comprar ao Porto, revelou ainda o nome dos seus clientes, mas salientou que “agia sozinho”.

De acordo com a acusação, desde “o início de 2020 e até às suas detenções a 27 de abril de 2021, os arguidos decidiram conjuntamente dedicar-se à venda de produto estupefaciente (heroína e cocaína) diretamente a diversos consumidores que, conhecendo a sua atividade, os contactassem ou procurassem para tal efeito”.

A atividade criminal era, de acordo com o MP, “levada a cabo a qualquer hora do dia ou da noite” em vários locais da cidade de Vila Real e ainda em Vila Pouca de Aguiar, e o produto estupefaciente era adquirido na cidade do Porto. O MP considera que o crime em causa “é grave” e cria “muito alarme social”.

A investigação da GNR decorria desde novembro de 2020 e culminou em abril, altura em que os militares deram cumprimento a 12 mandados de detenção e realizaram 22 buscas, 10 domiciliárias e 12 em viaturas, nas freguesias de Mateus, Parada de Cunhos e Mouçós, no concelho de Vila Real, e em Vila Pouca de Aguiar.

No decorrer da operação foram apreendidas diversas quantidades de estupefaciente, como cocaína e heroína, bem como dinheiro, vários artigos em ouro (pulseiras, cordões, libras, brincos, anéis e alianças), os veículos automóveis usados no transporte de estupefaciente e armas.

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