Domingo, 22 de Maio de 2022

Alunos leem cada vez menos com o avançar da idade

De acordo com um estudo divulgado hoje, percebe-se que os alunos têm tendência a ler cada vez menos com o avançar da idade, e é essencialmente entre os rapazes que há um maior desprimor pelos livros. A mesma análise indica também a influência que a família detém no hábito de leitura.

Os resultados pertencem a um estudo denominado de “Práticas de Leitura dos Estudantes dos Ensinos Básico e Secundário”, que foi fomentado pelo Plano Nacional de Leitura (PNL) e pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-IUL.

As conclusões mais recentes asseguram uma tendência: são os mais novos e as raparigas que têm um maior gosto pela leitura. À medida que os alunos avançam nos níveis de escolaridade, a rotina de leitura vai possuindo cada vez menos relevância.

De acordo com os dados dos 12.842 alunos inquiridos do 3.º ao 6.º ano, a grande maioria afirma que gosta de ler livros (83,3% no 1.º ciclo e 79,7% no 2.º ciclo).

Nas faixas etárias mais jovens, a disparidade entre eles e elas já é notória.  No 2.º ciclo, enquanto 28,6% das raparigas leem todos os dias, apenas 14,6% dos rapazes faz o mesmo.

O menor entusiasmo dos rapazes com a leitura verifica-se desde cedo: Nos 1.º e 2.º ciclos, apenas 7% das raparigas admite ler só quando é obrigada e entre os rapazes essa percentagem aumenta para 15,1% (1.º ciclo) e 17% (2.º ciclo).

Por outro lado, 56,8% das raparigas dos 5.º e 6.º anos declaram que quando começam a ler não conseguem parar, algo que apenas é sentido por 38,8% dos rapazes.

Do 2.º ciclo para o 3.º ciclo, a percentagem de alunos que só lê por obrigação mais do que duplica, passando de 11,9% para 25%, um número que se repete no ensino secundário.

Durante o período de confinamento, forçado devido à pandemia de covid-19, os alunos intensificaram a leitura de livros.

Para além destas diferenças, o estudo confirma também a influência do contexto familiar e do incentivo à leitura, verificando-se uma correlação entre as práticas dos alunos e a relação da família com a leitura. Esta associação repete-se em diversos níveis, abrangendo a ligação dos alunos com a biblioteca escolar: os alunos que mais recorrem às bibliotecas escolares, quer para ler, quer para levar livros, são também aqueles que possuem um maior número de livros em casa.

Já no contexto escolar, o estudo salienta o impacto das atividades relacionadas com a leitura e a escrita desenvolvidas em sala de aula uma vez que, quanto maior é a exposição a essas tarefas, maior é o número de obras lidas.

-PUB-

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