Num país onde a oferta cultural continua fortemente concentrada no litoral, fazer teatro profissional no interior exige muito mais do que talento artístico. Exige persistência, capacidade de adaptação e uma relação próxima com as comunidades. Na região, duas companhias têm demonstrado, ao longo das últimas décadas, que é possível construir projetos sólidos fora dos grandes centros urbanos: a Filandorra – Teatro do Nordeste e a Peripécia Teatro.
A primeira celebra este ano quatro décadas de atividade. A segunda já tem 22 anos de existência. Os percursos são diferentes, as linguagens artísticas também, mas ambas partilham a mesma realidade: criar, produzir e sobreviver num território marcado pela desertificação populacional, pela escassez de recursos e pela centralização das decisões culturais.
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