Torre de Moncorvo foi um dos concelhos atingido por um grave incêndio no último fim de semana, que começou em Freixo de Espada à Cinte e se estendeu a Moncorvo, bem como a Mogadouro, ambos concelhos limítrofes.
Segundo o município moncorvense, arderam 5.500 hectares em duas freguesias e o presidente da câmara considera, por isso, inaceitável não ter sido convocado para as reuniões que decorreram hoje, uma em Sernancelhe, de manhã, e outra, à tarde, em Trancoso. O encontro contou com a presença dos ministros Manuel Castro Almeida e José Manuel Fernandes, bem como de vários secretários de Estado, e teve como objetivo discutir os impactos dos incêndios florestais que recentemente devastaram a região Norte e Centro.
Em comunicado, o autarca de Torre de Moncorvo manifestou “profunda insatisfação” por o município “não ter sido convocado para a reunião que decorreu hoje, 21 de agosto, em Sernancelhe, promovida pelo Ministério da Economia e Coesão Territorial e pelo Ministério da Agricultura e do Mar”.
José Meneses considera mesmo “incompreensível” que o Governo não o tenha convocado para uma reunião em que se discutem os impactos dos incêndios, “quando no concelho arderam mais de 5.500 hectares”, deixando “de fora um território gravemente afetado pelos fogos”. “Considero inaceitável esta ausência, mas não deixaremos de lutar pelos nossos agricultores, produtores e população”, afirma o autarca do PSD.
O município diz estar já no terreno a apoiar agricultores, produtores e famílias atingidas, estando, por exemplo, a fazer a distribuição de forragens (aveia e trigo) a produtores, para a alimentação de animais.
Apesar desta “exclusão”, José Meneses deixou o convite ao Governo para visitar Torre de Moncorvo, e poder, no terreno, ver “a real extensão dos danos causados pelos incêndios”.
Em jeito de conclusão, exigiu ao Governo “a devida atenção para que as medidas de apoio contemplem, de forma justa e proporcional, a dimensão dos prejuízos sofridos neste território”.
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