Chegaram em caravana e com uma mensagem bem clara no sistema sonoro, “valorização já”. Junto à Escola Morgado Mateus, montaram um marco de correio onde, quem passava, depositava um postal, previamente assinado, para reivindicar melhores condições para os professores.
“A grande preocupação é chamar a atenção para o problema da falta de professores e para o envelhecimento da classe”, refere Francisco Gonçalves, secretário-geral da Fenprof.
O responsável revela que “entre 2018 e 2024 houve cerca de 15 mil professores com habilitação que abandonaram a profissão, porque o que lhes é oferecido não era suficiente para os manter”. E mostra-se reticente quanto ao futuro caso “as condições não sejam alteradas”.
De acordo com Francisco Gonçalves, “a média de idades dos professores na região norte do país ronda os 60 anos”, admitindo que “nos próximos anos, a falta de professores será uma realidade maior, se nada for feito”.
De Vila Real, a comitiva seguiu para a Chaves. A campanha arrancou no Porto, esta semana, e termina em Lisboa, no dia 4 de março. A Fenprof vai percorrer os 18 distritos de Portugal Continental e também as ilhas dos Açores e da Madeira.
Notícia desenvolvida na edição de 4 de março






