Caros pais.
Ao iniciarmos um novo Ano Pastoral, vamos, também, iniciar as sessões da Catequese Paroquial, que não são nem devem ser entendidas como “aulas de religião e moral”, mas que pretendem ser, essencialmente, momentos particulares para descobrir Jesus e deixar que Ele se dê a conhecer, pois, como refere o Diretório Geral da Catequese, “A finalidade última da catequese é pôr as pessoas não apenas em contacto, mas em comunhão, em intimidade com Jesus Cristo” (DC 80).
Eu, catequista, enquanto colaborador do Pároco, não sou mais do que o facilitador desse mesmo “encontro”, que se deseja ser tempo de descoberta, adesão, comunhão e partilha. Contudo, vós, pais, enquanto primeiros educadores na fé, não podeis nem deveis demitir-vos de colaborar ativamente na formação/educação religiosa contínua do(a) vosso(a) filho(a), em estreita ligação com o nosso Pároco, o qual, tendo a colaboração de todos os catequistas, cumpre o mandato de Jesus Cristo, “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15).
E se a Catequese deve conduzir todos os fiéis à celebração jubilosa da fé em Jesus Cristo, através da participação ativa nas celebrações litúrgicas, e de modo especial na Eucaristia dominical, é também importante que vós, pais, quer pela palavra, mas principalmente pelo testemunho, leveis o(a) vosso(a) filho(a) a frequentar assiduamente os Sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação. Não nos esqueçamos que a Eucaristia é, efetivamente, o Sacramento por excelência que Jesus Cristo deixou à Sua Igreja, pelo que é habitualmente designado por Santíssimo Sacramento da Eucaristia. E que ninguém deve aproximar-se para comungar o Corpo do Senhor se não estiver reconciliado com Deus e com os irmãos.
Do mesmo modo, importa que as crianças e os adolescentes adquiram também o gosto pela oração individual, pelo menos ao iniciar e ao finalizar cada dia, e que esses momentos de oração sejam para glorificar e agradecer a Deus o dom da vida e tudo o que Ele coloca diariamente à nossa disposição, e não apenas para “pedir” ajuda, tendo em vista resolver qualquer situação mais problemática.
Ao iniciar este novo ano catequético, quero pedir a vossa colaboração e empenho, para que os encontros de catequese possam, com a ajuda de Deus, produzir bons frutos no coração do(a) vosso(a) filho(a). Assim, ao longo do ano, particularmente antes do início de cada tempo litúrgico, irei convidar-vos para alguns encontros, nos quais vos informarei sobre a caminhada de descoberta e de adesão à Pessoa de Jesus Cristo que o(a) vosso(a) filho(a) está a fazer, onde poderemos preparar algumas celebrações com a vossa participação, e onde, entre outras coisas, partilharemos ideias e sugestões de melhoria dos encontros (vós, melhor do que ninguém, conheceis os vossos filhos!).
Não posso deixar de salientar o quanto são importantes a assiduidade e a pontualidade;
Termino, parafraseando o Papa Francisco, “Rezem por mim, pois eu rezarei por vós”!
O Catequista





