Segunda-feira, 15 de Junho de 2026
José Pinto
José Pinto
Técnico Superior de Educação

Carta de um Catequista aos Pais

A finalidade última da catequese é pôr as pessoas não apenas em contacto, mas em comunhão, em intimidade com Jesus Cristo

Caros pais.

Ao iniciarmos um novo Ano Pastoral, vamos, também, iniciar as sessões da Catequese Paroquial, que não são nem devem ser entendidas como “aulas de religião e moral”, mas que pretendem ser, essencialmente, momentos particulares para descobrir Jesus e deixar que Ele se dê a conhecer, pois, como refere o Diretório Geral da Catequese, “A finalidade última da catequese é pôr as pessoas não apenas em contacto, mas em comunhão, em intimidade com Jesus Cristo” (DC 80).

Eu, catequista, enquanto colaborador do Pároco, não sou mais do que o facilitador desse mesmo “encontro”, que se deseja ser tempo de descoberta, adesão, comunhão e partilha. Contudo, vós, pais, enquanto primeiros educadores na fé, não podeis nem deveis demitir-vos de colaborar ativamente na formação/educação religiosa contínua do(a) vosso(a) filho(a), em estreita ligação com o nosso Pároco, o qual, tendo a colaboração de todos os catequistas, cumpre o mandato de Jesus Cristo, “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). 

E se a Catequese deve conduzir todos os fiéis à celebração jubilosa da fé em Jesus Cristo, através da participação ativa nas celebrações litúrgicas, e de modo especial na Eucaristia dominical, é também importante que vós, pais, quer pela palavra, mas principalmente pelo testemunho, leveis o(a) vosso(a) filho(a) a frequentar assiduamente os Sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação. Não nos esqueçamos que a Eucaristia é, efetivamente, o Sacramento por excelência que Jesus Cristo deixou à Sua Igreja, pelo que é habitualmente designado por Santíssimo Sacramento da Eucaristia. E que ninguém deve aproximar-se para comungar o Corpo do Senhor se não estiver reconciliado com Deus e com os irmãos. 
Do mesmo modo, importa que as crianças e os adolescentes adquiram também o gosto pela oração individual, pelo menos ao iniciar e ao finalizar cada dia, e que esses momentos de oração sejam para glorificar e agradecer a Deus o dom da vida e tudo o que Ele coloca diariamente à nossa disposição, e não apenas para “pedir” ajuda, tendo em vista resolver qualquer situação mais problemática.

-PUB-

Ao iniciar este novo ano catequético, quero pedir a vossa colaboração e empenho, para que os encontros de catequese possam, com a ajuda de Deus, produzir bons frutos no coração do(a) vosso(a) filho(a). Assim, ao longo do ano, particularmente antes do início de cada tempo litúrgico, irei convidar-vos para alguns encontros, nos quais vos informarei sobre a caminhada de descoberta e de adesão à Pessoa de Jesus Cristo que o(a) vosso(a) filho(a) está a fazer, onde poderemos preparar algumas celebrações com a vossa participação, e onde, entre outras coisas, partilharemos ideias e sugestões de melhoria dos encontros (vós, melhor do que ninguém, conheceis os vossos filhos!).
Não posso deixar de salientar o quanto são importantes a assiduidade e a pontualidade; 

Termino, parafraseando o Papa Francisco, “Rezem por mim, pois eu rezarei por vós”!

O Catequista

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