Sábado, 16 de Outubro de 2021
António Martinho
VISTO DO MARÃO Ex-Governador Civil, Ex-Deputado, Presidente da Assembleia da Freguesia de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Conquistar Abril (I)

Nem sempre nos dá prazer associar certas expressões a momentos que marcaram a nossa História, ou, tão-somente, nos deixaram boas recordações. E há vivências que associamos, normalmente, a momentos de felicidade, muitas vezes, levados por acordes de canções inesquecíveis. Sejam os anos já contados, em maior ou menor número. Os tempos que temos vindo a […]

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Nem sempre nos dá prazer associar certas expressões a momentos que marcaram a nossa História, ou, tão-somente, nos deixaram boas recordações. E há vivências que associamos, normalmente, a momentos de felicidade, muitas vezes, levados por acordes de canções inesquecíveis. Sejam os anos já contados, em maior ou menor número.

Os tempos que temos vindo a viver enquadram-se nesta realidade. Dolorosos, para alguns. Difíceis, para a generalidade. Incompreensíveis, para os mais novos. Uma surpresa para todos. Mesmo para os que guardam na memória narrativas de gerações anteriores sobre fenómenos semelhantes como foi o caso da gripe a que chamaram “espanhola”, ou “bubónica”. E se nos dispusermos a uma visita à obra de alguns historiadores, depressa tomamos consciência das dificuldades por que passaram as gerações que nos antecederam e viveram esse momento ou os que se lhe seguiram. Aparentemente, tão distante. Fenómenos cíclicos? Porventura. A História regista-os. As consequências são, normalmente, nefastas e a vários níveis. 

Talvez por isso, pelo conhecimento da realidade que se segue a esses fenómenos, nomeadamente, à epidemia que devastou o mundo no final da I Grande Guerra, mas também pelos problemas que já começaram a evidenciar-se, é que alguns governantes se não inibiram de lançar alertas importantes. E sem pejo, assumem a necessidade de tomar todas as medidas que se mostrem necessárias para combater tão agressivo vírus. Preparando-nos, talvez, para mais alguns sacrifícios, notei as palavras do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, no final de uma reunião de trabalho com experts destas questões da saúde – «Se queremos ganhar a liberdade em maio, temos de a conquistar em abril». A perfazer os quarenta e seis anos sobre o 25 de Abril, decerto nos chocou a referência à efeméride. Afinal, é bom lembrá-la, mesmo quando nos solicitam um esforço coletivo nesta luta. Porque assim, estaremos a preparar um «maio, maduro maio», lembraria Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República. Faremos bem se alargarmos o leque de coadjuvantes neste combate, que não é só nosso, mas de toda a Europa – “a Europa não pode falhar desta vez” – e de todo o mundo – “ este não é o momento para as políticas do costume”, como alertaram, e bem, Pedro Sanchez e Mário Centeno, recentemente. Oxalá, os dirigentes dos países oiçam estes apelos. Para que possamos acompanhar a canção de Zeca Afonso.

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