As garantias foram transmitidas por António Costa esta manhã, em São Bento, numa conferência de imprensa que aconteceu depois de uma reunião com os ministros de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, e com o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro.
O primeiro-ministro aproveitou para transmitir “uma palavra de confiança à comunidade ucraniana que reside em Portugal”.
“Contarão com toda a nossa solidariedade, têm sido muito bem-vindos a Portugal. Os seus familiares, os seus amigos, os seus conhecidos que entendam que devem procurar em Portugal a segurança e o destino para dar continuidade às suas vidas são muito bem-vindas. Essas são, aliás, instruções transmitidas às nossas embaixadas quer na Ucrânia quer nos países vizinhos para serem agilizadas emissões de vistos para quem pretenda vir para Portugal”, frisou.
Relativamente aos portugueses e luso-ucranianos residentes na Ucrânia, de acordo com António Costa, “está estabelecido um processo de evacuação e que será ativado se e quando for solicitado que assim aconteça”.
“Obviamente que aquilo que todos desejamos é que esta ação não seja mais um passo numa escalada que tenha continuidade. Pelo contrário, tal como tem sido o apelo muito veemente do secretário-geral das Nações Unidas [António Guterres] em nome de toda a humanidade, que a Rússia pare o ataque, retire as suas forças e dê espaço para que o diálogo diplomático prossiga de forma a garantir a paz e a segurança no conjunto da Europa e naturalmente também na Rússia”, salientou.
De recordar que a Rússia começou a invadir a Ucrânia na madrugada desta quinta-feira, sendo que às 10h00 (hora portuguesa) havia registo de explosões em pelo menos cinco cidades ucranianas.
Entretanto, a embaixada de Portugal em Kiev aconselhou os portugueses a sairem da Ucrânia através das fronteiras polaca e romena e organizou pontos de reunião nas cidades de Rivne e Khmelnytskyi, na zona ocidental do país.
Governantes de vários países já condenaram os ataques.




