Segunda-feira, 23 de Maio de 2022

Diocese celebra 100 anos de “grande transformação”

Quando foi criada, em 1922, a Diocese de Vila Real tinha 400 padres, hoje são cerca de 100. Os dados foram avançados pelo bispo D. António Augusto, à margem de uma conferência de imprensa, onde foi apresentado o programa para o dia do centésimo aniversário

“Pretende-se que seja um centenário de todos e para todos” afirmou, destacando as várias iniciativas que vão decorrer, abertas à comunidade.

A Diocese comemora 100 anos a 20 de abril, dia em que vai acontecer uma eucaristia solene, às 17h00, e abre portas uma exposição fotográfica, no Museu do Som e da Imagem, que viaja pela história da Diocese. “Para mim foi uma surpresa ver o vasto espólio de fotografias antigas”, admite o bispo.

O programa do centenário tem um cariz litúrgico e religioso, mas também cultural e pretende chegar a toda a diocese. O programa inclui a realização do colóquio “A criação da Diocese de Vila Real”, numa parceria com a Universidade Católica Portuguesa, e tertúlias descentralizadas pelas vilas e cidades do distrito.

Serão ainda realizados vários concertos pela Orquestra do Norte, o Coro Câmara D’Ouro e pelo órgão sinfónico com 2.180 tubos da Sé, que terá a sua programação reforçada.

Embora o aniversário seja a 20 de abril, o ano jubilar arrancou a 8 de dezembro e só termina a 8 de dezembro de 2022. Até lá, pretende-se lembrar a história da Diocese e não “deixar cair no esquecimento personalidades marcantes”, como o arcebispo de Braga

Manuel Vieira de Matos, “que lutou pela fundação desta Diocese, bem como bispos, padres e leigos e com esta distância perceber até que ponto marcaram, e continuam a marcar, as nossas vidas. É perceber que somos o que somos porque essas pessoas existiram”, frisa D. António Augusto.

O bispo destaca ainda o papel da igreja na sociedade, tendo sido responsável pela criação “de respostas e iniciativas relativamente a algumas áreas em que era necessário”, apontando a imprensa, com a criação de jornais regionais, bem como a educação, em que congregações, sacerdotes e leigos criaram escolas e colégios, e também a área social, com a fundação de lares ou creches.

O lema deste centenário é “Crescer com Raízes”. Questionado sobre quais as raízes que a Diocese pretende deixar para o futuro, D. António Augusto lembrou que o lema é inspirado no Papa Francisco que “nos tem lembrado que para que as pessoas e as instituições cresçam é importante que tenham raízes sólidas”.

Aproveitando os últimos dois anos de pandemia, em que as pessoas se viram privadas de ir à missa, de forma presencial, com estas a serem transmitidas na internet, D. António Augusto vinca que um dos desafios para o futuro passa por “trazer para as igrejas algumas pessoas que, por comodismo, se foram desligando”.

Além disso, e tendo em conta o número atual de padres na Diocese, o bispo admite que “será uma igreja com menos padres e com mais trabalho e participação de leigos”.

-PUB-

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

Mais lidas

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.