Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026
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Entrudo de Lazarim: onde as máscaras de madeira são rainhas

Todos os anos, a vila de Lazarim, com pouco mais de 400 habitantes, enche-se de gente para celebrar o Entrudo. Nesta altura, os caretos saem à rua com máscaras de madeira feitas pelos artesãos da terra.

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O Carnaval é uma celebração globalmente conhecida pelas festas animadas, desfiles extravagantes e tradições culturais distintas, com as regiões do país a terem várias formas de o celebrar.

Em Lamego, o Entrudo de Lazarim, é um desses exemplos e combina criatividade, tradição e um espírito festivo vibrante. É uma tradição que se realiza na aldeia de Lazarim, onde vivem cerca de 400 habitantes e é conhecido pelas máscaras de madeira que, em conjunto com os fatos, são o destaque da celebração.

As máscaras são esculpidas em amieiro, uma madeira abundante na região e são verdadeiras obras de arte, com formas variadas e detalhes impressionantes. 

Todos os anos, o Entrudo de Lazarim culmina num grande desfile, onde os Caretos caminham pelas ruas da aldeia ao som dos bombos. As máscaras são usadas para esconder a identidade dos intervenientes, permitindo que brinquem e se divirtam sem revelar a sua verdadeira identidade.

E aquilo que começou por ser uma brincadeira de amigos, que saía à rua para celebrar o Carnaval, tornou-se, nos últimos anos, um evento de dimensões que, há uns anos, muitos não imaginavam ser possível. Os visitantes são muitos, vêm de vários pontos do país e até do estrangeiro, com a aldeia a ser pequena para acolher tanta gente.

O Entrudo de Lazarim atrai, atualmente, milhares de pessoas e é considerado um dos entrudos mais genuínos do país, sendo organizado pela Junta de Freguesia de Lazarim e pela Câmara de Lamego. O ponto alto acontece na terça-feira de Carnaval com a leitura dos testamentos da Comadre e do Compadre e a sua Queima, o cortejo nas ruas de Lazarim, o Concurso de Máscaras e Fardas e a degustação da feijoada e do caldo de farinha.

CENTRO INTERPRETATIVO

Inaugurado em janeiro de 2016, o Centro Interpretativo da Máscara Ibérica (CIMI) tem como principal objetivo a valorização, promoção e divulgação deste património cultural de importância, simbolismo e significado universalmente conhecido.

Construído num antigo Solar dos Viscondes de Lazarim, o CIMI conta com uma exposição – trajes, máscaras e objetos das mascaradas invernais e entrudos de Portugal e Espanha.

A forte presença da máscara e rituais a ela ligados justifica a existência de um centro interpretativo que procure envolver todas estas manifestações culturais, estudando e interpretando o seu significado, através do contacto com as populações e de pesquisas sobre as suas histórias e origens.

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