Dos 189 crimes que constavam na acusação da Operação Marquês, só 17 vão a julgamento, distribuídos por cinco dos 28 arguidos.
Dos 28 arguidos, dos quais 19 pessoas individuais e nove empresas, o juiz de instrução criminal, Ivo Rosa, decidiu mandar para julgamento o ex-primeiro ministro José Sócrates, o seu amigo e empresário Carlos Santos Silva, o ex-ministro Armando Vara e o banqueiro Ricardo Salgado, todos por crimes económicos e financeiros.
Durante a leitura da decisão instrutória do processo Operação Marquês, que decorreu hoje à tarde, durante mais de três horas no Campus da Justiça, em Lisboa, Ivo Rosa decidiu, ainda, ilibar José Sócrates, Carlos Santos Silva, Joaquim Barroca, Ricardo Salgado, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro, Armando Vara e Rui Horta e Costa dos crimes de corrupção que estavam acusados.
Seis anos após ter sido detido no aeroporto de Lisboa, o ex-primeiro-ministro José Sócrates e os outros 27 arguidos da Operação Marquês ficaram hoje a saber por que crimes são ou não pronunciados.
À saída do Campus de Justiça, e depois de saber que vai a julgamento por branqueamento de capitais e falsificação de documentos, José Sócrates afirmou que vai defender-se.
“O juiz decidiu levar-me a julgamento por três crimes de branqueamento e eu quero dizer, em primeiro lugar, que isso não é verdade e que me vou defender”.

