Marcelino Martins diz que, na reunião com os diretores das 14 escolas profissionais de agricultura do país, ficou claro que o ministro da Educação pretende “municipalizar” estas escolas, sendo o objetivo passá-las para a alçada da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
Segundo o responsável, o ministro Fernando Alexandre referiu que em causa está a falta de modernização destas escolas, o reduzido número de alunos e a falta de oferta formativa na área, sendo necessário uma boa justificação para existirem, equacionando o encerramento de algumas.
“As escolas são fundamentais para o bom desenvolvimento e para mão de obra fundamental para a economia local. Estamos numa região muito dependente do setor primário e nós estamos a formar bons profissionais, não só para o mercado de trabalho”, refere Marcelino Martins, salientando que “o senhor ministro esquece-se que muitos destes alunos, quando terminam os estudo, vão para o mercado de trabalho, com emprego 100% garantido, e outros vão para o ensino superior”.
Para o diretor, a EPA, com cerca de 190 alunos, não se enquadra em nenhum dos parâmetros apontados, não estando em causa o seu encerramento. Contudo, por estar aberta “365 dias por ano”, a escola precisa de “um número elevado de assistentes operacionais”.
E criticou, também, o facto de o ministro ter dito que “as escolas agrícolas não se modernizaram. Eu pergunto: como é que as escolas agrícolas se podiam modernizar ao longo deste tempo, se nenhuma delas foi contemplada com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência? Apesar de terem feito várias candidaturas a Centros Tecnológicos Especializados, nenhuma das escolas agrícolas foi contemplada”.
Neste momento, frisa Marcelino Martins, a EPA Carvalhais está a aguar uma reunião “com a máxima urgência” com a vice-presidente da CCDR-Norte da área da Educação.




