Quinta-feira, 29 de Setembro de 2022

Medidas do Governo “aquém do expectável”

Desde que o Governo apresentou o plano extraordinário de apoio às empresas (“Energia para avançar”), que têm chovido várias críticas por parte de empresários de Pequenas e Médias Empresas (PME).

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Também a Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) fez um comunicado em que mostra grande descontentamento com o plano apresentado, dizendo que “no momento em que se intensificam as dificuldades de sobrevivência de muitas MPME, que não conseguem fazer face ao aumento dos custos de funcionamento, devido à espiral inflacionária, as medidas anunciadas pelo Governo, não só as ignoram em absoluto, como o que avançam de mais significativo corresponde a 900 milhões de euros de endividamento de forma abrangente para todas as empresas”.

Vítor Pimentel, presidente da Associação Empresarial do Alto Tâmega (ACISAT), foi questionado pela VTM sobre o papel destas novas medidas no tecido empresarial da região.
“Naturalmente que haver medidas é positivo, não há como negar, mas ficam um pouco aquém daquilo que era a nossa expectativa e, se calhar, a nossa necessidade enquanto pequenos empresários do interior”, assume.

“Efetivamente, nós temos linhas de apoio às indústrias, continuamos a acelerar a eficiência da transição energética, mas necessitávamos de uma maior desburocratização dos processos dos projetos, um adiantar de alguns projetos que se preveem para 2023, e que tínhamos a expectativa de que pudessem arrancar já”, acrescenta.

O presidente da ACISAT admite que “será sempre melhor do que nada, mas parece-me que o impacto será muito pouco”, sendo que “aquilo que seria necessário, e que era nossa expectativa fazer, era que uma série de projetos e candidaturas que os empresários esperam que venham a acontecer durante o primeiro e segundo trimestre de 2023 pudessem ter sido adiantadas, pelo menos, para o último trimestre deste ano, de forma a que as empresas pudessem ter melhores recursos humanos, de mão de obra mais qualificada e, dessa forma, lhe pudesse ser dada a cana e não o peixe”, esclarece.

Questionado sobre o peso dos impostos diz que “deviam ter sido alteradas algumas coisas relativas aos impostos. Devia ter sido alterado o paradigma das medidas de apoio”, porque “aquilo que os empresários querem é a cana para pescar, não querem que lhes deem o peixe”.

“É do mais elementar nós notarmos que não se combate a inflação injetando dinheiro, o dinheiro gratuito não funciona para combater a inflação, isso só vai gerar mais inflação”, alerta, “seria necessária uma alteração mais estrutural”, conclui Vítor Pimentel.

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