Barroso da Fonte
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Melhoram as condições de vida, mas decresce a população

Cada vez temos mais sociólogos. Mas a mais especialistas, correspondem menos explicações técnicas. Em 2011 decorreram os «Censos», uma operação nacional de grande envergadura que envolveu muitos milhares de colaboradores, a trabalhar sob a égide do Instituto Nacional de Estatística. É uma operação consensual com séculos de tradição, no país como no estrangeiro, ou seja: em todos os países é imperioso saber quantos somos, como vivemos, que média de vida, quantos analfabetos, quantos com habitação própria, quantos trabalham, quantos vivem com dificuldades.

Ainda não foram oficialmente divulgados os resultados do Censos 2011. Mas em concelhos pequenos, onde tudo e todos se conhecem, é já possível saber que desde o Censos de 1801 nunca a população portuguesa atingiu níveis tão baixos.

Foi-nos possível analisar o concelho de Montalegre entre 1801 e 2011. Nestes 210 anos houve dez recenseamentos de que temos dados ou seja: 1801, 1849, 1900, 1930, 1960, 1981, 1991, 2001. E, agora, em 2011.

Em 1801, o concelho de Montalegre tinha 18.072 pessoas: Em 1849, tinha 19.794; em 1900, subira para 20.732. Em 1930 passara a ter 21.158.

Se até aqui, entre cada censo, havia um acréscimo populacional da ordem dos mil habitantes, o recenseamento que se fez

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