Barroso da Fonte
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Mero palpite altera a História de Portugal – I

Talvez por razões eleitoralistas as Câmaras de Guimarães e de Viseu vão celebrar durante este ano o nascimento de Afonso Henriques. E, por arrastamento, o governo que prometeu apoiar esses festejos. Tudo a partir do mero palpite de um investigador de Britiande (1917-2002), licenciado em Ciências Geográficas e que publicou várias dezenas de trabalhos de carácter histórico, relacionadas com a época Medieval, mais propriamente com o período entre o Séc. VI e o Séc. XIII.

Durante muitos anos fez da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, o epicentro das suas pesquisas. E foi com o apoio dessa Instituição que publicou algumas das suas mais representativas obras, como: Guimarães, 24 de Junho de 1128, (1978); A Nobreza na época Vímaro – Portucalense (1982) Portugal no Período Vimaranense (1972); «Faria e Não Feira (1127-1128)» etc. Sempre defendeu Guimarães como primeira capital Portuguesa e como «berço da nacionalidade», tal como ele e quase todos os Portugueses que, ao longo de quase nove séculos, aprenderam pelos compêndios escolares que o nosso primeiro rei nascera numa alcáçova no castelo da Fundação. E mais: que fora baptizado por S. Geraldo na Capela de S. Miguel

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