Durante quatro dias, as adegas e garagens transformam-se em tabernas improvisadas, onde não faltam produtos típicos da região, como o butelo, os enchidos e os grelos. Na rua, de chocalhos à cintura e varas nas mãos, os caretos percorrem a aldeia, com os seus fatos de franjas coloridas e máscaras de lata ou couro, em correrias, danças e brincadeiras e pelo caminho vão chocalhando as mulheres.
Careto desde que se lembra, António Fernandes não esconde o orgulho que tem em manter viva a tradição. “Estamos a divulgar o que é nosso, é uma tradição do nosso povo”, afirma, acrescentando que os filhos lhe seguem as pisadas. “Um deles está na França e, infelizmente, este ano não conseguiu vir. O outro anda por aí”, conta à VTM.
António é um dos muitos caretos que continuam a manter viva esta tradição, que dá vida à pequena aldeia transmontana, com cerca de 200 habitantes, mas que por estes dias é pequena para tanta gente. Artigo exclusivo PREMIUM
Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital. ou compre apenas este artigo:




