Os prémios foram entregues ontem, em Vila Flor, numa iniciativa promovida pela Estrutura de Missão para a Expansão do Sistema de Informação Cadastral Simplificado (eBUPi), que visa valorizar boas práticas e resultados no processo de identificação e registo do território.
Na edição deste ano, na categoria “Produtividade”, o primeiro lugar entre os municípios foi atribuído a Chaves, seguido de Pombal e Leiria. Entre os técnicos habilitados, foram distinguidos Vera Branco (Miranda do Douro), Ricardo Duarte (Vale de Cambra) e Rafael Oliveira (Pombal).
No “Cidadão Primeiro”, os três primeiros lugares foram ocupados por Castro Daire, Mirandela e Pombal. Na área dos Sistemas de Informação Geográfica, a distinção foi atribuída à Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, com uma menção honrosa para Góis.
Em “Boas Práticas de Atendimento”, venceu Proença-a-Nova, enquanto Lousã recebeu menção honrosa. Na categoria “Proximidade ao Cidadão”, foi distinguida Vila Nova de Gaia, tendo a União de Freguesias de Mouçós e Lamares (Vila Real) recebido menção honrosa.
O “Grande Prémio BUPi” foi atribuído ao município do Porto.
No caso de Mouçós e Lamares, o presidente da Junta de Freguesia, Hélder Afonso, destacou que o reconhecimento resulta do trabalho de proximidade desenvolvido no terreno, através de um balcão próprio de apoio aos cidadãos.
“Este prémio é o reconhecimento de que as freguesias, com esta proximidade e disponibilidade, podem fazer um bom trabalho”, afirmou.
À VTM, o autarca defendeu ainda que o poder central deve encarar as freguesias como parceiras na execução do programa. “O poder central tem que olhar para as freguesias como um grande parceiro e não como um parente pobre”, referiu.
Hélder Afonso sublinhou, ainda, que a freguesia optou por assumir diretamente o serviço. “Quisemos avançar como balcão próprio, sem financiamento, porque só assim, com esta proximidade ao cidadão, é possível apoiar de forma eficaz o cadastro do território”, acrescentou.
De lembrar que o BUPi foi criado após os incêndios de 2017 e tem como objetivo reforçar o conhecimento do território através da georreferenciação dos prédios rústicos e mistos, contribuindo para a gestão do território e prevenção de riscos.
Notícia desenvolvida na edição de 1 de julho




