Quarta-feira, 24 de Junho de 2026
Vila RealMouçós e Lamares distinguida no BUPi pela "proximidade com o cidadão"

Mouçós e Lamares distinguida no BUPi pela “proximidade com o cidadão”

A União de Freguesias de Mouçós e Lamares, no concelho de Vila Real, foi distinguida nos Prémios BUPi 2025 na categoria de Proximidade ao Cidadão, reconhecimento atribuído no âmbito do trabalho desenvolvido na implementação do programa de georreferenciação de prédios.

Os prémios foram entregues ontem, em Vila Flor, numa iniciativa promovida pela Estrutura de Missão para a Expansão do Sistema de Informação Cadastral Simplificado (eBUPi), que visa valorizar boas práticas e resultados no processo de identificação e registo do território.

Na edição deste ano, na categoria “Produtividade”, o primeiro lugar entre os municípios foi atribuído a Chaves, seguido de Pombal e Leiria. Entre os técnicos habilitados, foram distinguidos Vera Branco (Miranda do Douro), Ricardo Duarte (Vale de Cambra) e Rafael Oliveira (Pombal).

No “Cidadão Primeiro”, os três primeiros lugares foram ocupados por Castro Daire, Mirandela e Pombal. Na área dos Sistemas de Informação Geográfica, a distinção foi atribuída à Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, com uma menção honrosa para Góis.

Em “Boas Práticas de Atendimento”, venceu Proença-a-Nova, enquanto Lousã recebeu menção honrosa. Na categoria “Proximidade ao Cidadão”, foi distinguida Vila Nova de Gaia, tendo a União de Freguesias de Mouçós e Lamares (Vila Real) recebido menção honrosa.

O “Grande Prémio BUPi” foi atribuído ao município do Porto.

No caso de Mouçós e Lamares, o presidente da Junta de Freguesia, Hélder Afonso, destacou que o reconhecimento resulta do trabalho de proximidade desenvolvido no terreno, através de um balcão próprio de apoio aos cidadãos.

“Este prémio é o reconhecimento de que as freguesias, com esta proximidade e disponibilidade, podem fazer um bom trabalho”, afirmou.

À VTM, o autarca defendeu ainda que o poder central deve encarar as freguesias como parceiras na execução do programa. “O poder central tem que olhar para as freguesias como um grande parceiro e não como um parente pobre”, referiu.

Hélder Afonso sublinhou, ainda, que a freguesia optou por assumir diretamente o serviço. “Quisemos avançar como balcão próprio, sem financiamento, porque só assim, com esta proximidade ao cidadão, é possível apoiar de forma eficaz o cadastro do território”, acrescentou.

De lembrar que o BUPi foi criado após os incêndios de 2017 e tem como objetivo reforçar o conhecimento do território através da georreferenciação dos prédios rústicos e mistos, contribuindo para a gestão do território e prevenção de riscos.

Notícia desenvolvida na edição de 1 de julho


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